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1065 REVISTA BRASILEIRA DE PSICODRAMA - VOLUME 19 - NÚMERO 2 - ANO 2011

SUMÁRIO

EDITORIAL ................................................................................... 09

SEÇÃO TEMÁTICA
Psicodrama público: por quê? Para quê?

Psicodrama público: por quê? Para quê?..........................................13
Mariângela Pinto da Fonseca Wechsler
RESUMO
Este artigo tem o objetivo de, por meio da apresentação de fragmentos
de direções da autora no Centro Cultural São Paulo, tecer reflexões sobre o
ato / processo vivido pelos frequentadores, apontando para as semelhanças
e diferenças entre eles. Da perspectiva das semelhanças pontuam-se as
aprendizagens que ambos propiciam para os usuários: aprendizagens de
ordens singulares, relacionais, culturais, sociais, políticas, éticas e estéticas.
Da perspectiva das diferenças entre ato e processo, pontua-se a necessidade
dos diretores e gestores do projeto serem corresponsáveis pelos efeitos
em curso, atualizando uma leitura articulada às respostas sobre o quê está
em jogo, ou seja, a necessidade da demanda do momento, visada dentro
do processo, o por quê trabalhar os sofrimentos identificados, o como
manejá-los de uma perspectiva sociodramática e o para quê trabalhar a
serviço da autonomia e conhecimentos emancipatórios da população, traduzindo
a utopia moreniana, que aponta para os movimentos que levam
às transformações sociais.


Psicodrama público: um projeto social em Campinas.......................33
Julia M. Casulari Motta, Maria Ester R. Esteves, Luís Falivene Alves
RESUMO
Este artigo origina-se da experiência dos autores na constituição de um
espaço público para a ressonância de temas psicossociais, desenvolvido
em Campinas desde fevereiro de 2010, com encontros mensais. Busca-se
uma compreensão do que é "psicodrama público", quando e para quê
utilizá-lo.


Psicodramas públicos: por que e para quê?.....................................41
Ana Maria Fonseca Zampieri
RESUMO
A autora descreve rapidamente suas experiências de trinta e três anos
em psicodramas públicos para embasar essas propostas de intervenção
psicoterápica e educacional. Ressalta a proposta moreniana como revolucionária,
eficaz e contemporânea para o trato de temas cotidianos pouco
explicitados na conserva cultural, de fundamental importância para a educação
e saúde públicas como: violências, sexualidade, preconceitos, catástrofes,
desastres, homo e bifobias, entre outros. Fundamenta a necessidade
do psicodrama público na educação e saúde através de reflexões pós
resultados clínicos e de pesquisas com diferentes grupos, em diferentes
níveis socioculturais. Ressalta o por quê e o para quê dos psicodramas públicos,
através da força para uma imunidade psíquica, resiliência e saúde
que eles favorecem.


Por que realizar psicodramas públicos?............................................49
Marcia Almeida Batista
RESUMO
A partir de conceitos morenianos a autora entende que são os psicodramas
públicos que permitem o questionamento da sociedade e se justificam,
portanto, como ação terapêutica para a mesma. Do ponto de vista
da teoria e da técnica, ele é o espaço onde se pode efetivar sua potencialidade
e auxiliar psicodramatistas a compreenderem a força do método,
bem como fazê-los refletir sobre o cotidiano de suas tarefas clínicas.


SEÇÃO LIVRE

"Tire-me desta, mas daqui não me deixe sair"!
Hospitalismo: Reflexões sobre o drama da (co) depedência
em instituição psiquiátrica................................................................57
Daniel C.R. Gulassa
RESUMO
Este artigo visa desenvolver uma compreensão do fenômeno do hospitalismo
pela perspectiva da socionomia - sua definição, fatores sociodinâmicos
que facilitam sua ocorrência e recursos sociátricos como forma de
tratamento. O hospitalismo, como condição social, grupal e individual que
se manifesta em cenário institucional, caracteriza-se pela ênfase numa relação
entre quem tem dificuldades (dependente, inadaptado, impotente)
e quem sabe como administrar as dificuldades (codependente, onipotente).
Na condição de sistema fechado em ambiente hospitalar, papéis são
vividos de forma enrijecida por pacientes - no caso psiquiátricos -, familiares
e técnicos. Sociodrama institucional, grupo temático de desligamento
e acompanhamento terapêutico são apresentados como recursos para a
superação do fenômeno, com ganhos para a equipe técnica, pacientes,
familiares e comunidade.

Vínculo na prática educativa escolar: um estudo com base
na ludicidade e no sociodrama................................................................73
Antonia Lucia Leite Ramos
RESUMO
Este artigo tem o objetivo de compreender como a ludicidade e o sociodrama
(ludodrama) podem contribuir para a formação e/ou melhoria
dos vínculos entre os sujeitos da práxis pedagógica, favorecendo a convivência
e a aprendizagem. A reflexão utiliza, como recurso ilustrativo,
uma pesquisa de intervenção realizada em uma escola pública na cidade
de Salvador/BA, com dois grupos de estudantes do ensino fundamental.
O ludodrama é uma prática educativa que surge da junção da ludicidade
com o sociodrama e tem, por princípio, a plenitude da experiência e a
ação-reflexão-ação, vivenciadas nas práticas lúdicas e sociodramáticas. Os
fundamentos teóricos que sustentaram a pesquisa prática procedem do
ideário de Jacob Levi Moreno, Cipriano Luckesi e Paulo Freire. Os resultados
apontam que o ludodrama encoraja o grupo, por meio de práticas lúdicas
e sociodramáticas, a uma vivência plena e traz a possibilidade de formação
dos vínculos através de um trabalho lúdico, reflexivo, contextualizado,
ajudando a solucionar os problemas num clima de jogo e liberdade.


As emoções e os transtornos depressivos.
O teatro do perdão como palco de resgates.........................................85
Elizabeth Sene-Costa
RESUMO
O artigo propõe-se a esclarecer os diversos conceitos relacionados ao
complexo mundo das emoções e destaca a sua manifestação nos transtornos
depressivos. Ele apresenta algumas reflexões sobre o ser deprimido
e considera o teatro do perdão um meio possível de resgate da saúde
mental daqueles sujeitos em sofrimento.

A ausência de questões ligadas à sexualidade na obra de Moreno........................................................................101
José Carlos Landini
RESUMO
O autor procura refletir sobre a ausência da sexualidade na obra de
Moreno. Estimulado pelo trabalho terapêutico e após ter visitado a cidade
de Pompeia, na Itália, e o Museu de Arte Precolombino, em Santiago do
Chile, onde havia uma exposição sobre a tribo Moche, que viveu no Peru
do século I ao VIII, e trazendo bibliografias sobre a sexualidade destes
povos, foi possível notar semelhanças de costumes destas populações, tão
distantes no tempo e espaço uma da outra, e ainda a extensa bibliografia
do Egito. Estes conhecimentos, somados às mudanças revolucionárias da
sexualidade feminina, a partir do final do século XIX e início do XX, deram
ânimos ao autor para refletir sobre o tema e escrever este artigo, por
certo polêmico. Embora Moreno se sustente teoricamente no binômio
espontaneidade/criatividade, o autor sempre sentiu falta de como age o
sexo na personalidade humana, pois, sua prática, sem espontaneidade e
criatividade, torna-se vazia; mas, e na formação da pessoa, ele tem algum
valor, alguma função?

O jovem e a primeira experiência de trabalho................................113
Rodrigo Padrini Monteiro, Zoé Margarida Chaves Vale
RESUMO
Este artigo apresenta um estudo sobre a relação existente entre o
jovem e a vivência de sua primeira experiência de trabalho, buscando a
compreensão dos fatores envolvidos nesse processo à luz do psicodrama
e de outras pesquisas sobre o assunto, além de contribuir para a construção
de novos conhecimentos sobre a juventude e a socionomia. A
pesquisa - teórica e empírica - busca identificar os sentidos do trabalho
para o jovem e as influências da sua primeira experiência na constituição
de sua identidade. Foi possível estabelecer conexões entre os resultados
obtidos e a teoria psicodramática, apontando para um campo fértil de
conhecimento e pesquisa em relação à categoria trabalho na perspectiva
da socionomia.

ARTIGOS PREMIADOS/ CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA - PRÊMIO FEBRAP

Ensaio Científico
Da necessidade de sonhar: As invasões bárbaras...........................129
Andréa Raquel Martins Corrêa
RESUMO
O presente texto foi escrito como um ensaio científico, privilegiando a
liberdade da expressão linguística. Trata-se de uma reflexão sobre a relação
entre cinema e psicodrama, partindo do filme As invasões bárbaras.
É possível que a narrativa de um filme nos proporcione uma experiência
terapêutica? Qual? Como?
Os sentimentos e as imagens evocadas pelo filme As invasões bárbaras
são aqui relatadas, configurando um testemunho pessoal que busca articular
subjetividade à objetividade, vivência à teoria, imaginação à ação.
Autores importantes e distintos participam da discussão, especialmente
Moreno, Zerka e o filósofo Bachelard.

Artigo Científico
Coconsciente e coinconsciente em Psicodrama..............................139
Anna Maria Knobel
RESUMO
Este artigo discute os estados coconscientes/coinconscientes na teoria
psicodramática. Eles são considerando-os processos naturais sempre presentes
na vida relacional familiar, afetiva, social. Discute também como
eles aparecem nos grandes grupos realizados em congressos e atos públicos.
PALAVRAS-CHAVE
Estados coconscientes/coinconscientes, EU plural, grandes grupos, papéis,
sociodrama, realidade suplementar.

DIÁLOGO ELETRÔNICO

Psicodramas públicos.....................................................................155
Cida Davoli

RESENHAS

Segredos (LGE Editora)...................................................................163
Moysés Aguiar

Saúde e doença no trabalho, uma perspectiva
sociodramática (Casa do Psicólogo)...............................................165
Sérgio Roberto de Lucca

Doença mental, um tratamento possível (Editora Ágora)...............169
Wilson Castello de Almeida

Sob fogo cruzado: conflitos conjugais na perspectiva de
crianças e adolescentes (Editora Ágora).........................................171
Silvia Petrilli

Psicodrama - o forro e o avesso (Editora Ágora)............................175
Luís Falivene R. Alves

MEMÓRIA

"Pierre" significa "Pedra"...............................................................183
M. Ester R. Esteves

NORMAS PARA PUBLICAÇÃO................................................186





de: R$ 40,00

por: R$ 40,00