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1067 REVISTA BRASILEIRA DE PSICODRAMA VOLUME 18 - NÚMERO 2 - ANO 2010

SUMÁRIO

EDITORIAL ................................................................................... 09

SEÇÃO TEMÁTICA
Adolescência, Juventude: Conserva e Criação

Entre instituições e encontros: a juventude
dissolvendo a violência .....................................................................15
Oriana H. Hadler
RESUMO
Este artigo pretende refletir sobre as diferentes facetas da violência e
como estas se manifestam na sociedade contemporânea, especialmente no
que tange às políticas públicas e práticas institucionais voltadas para jovens.
Partindo da crença moreniana de que todo sujeito encontra-se em constante
desenvolvimento e transformação, este trabalho traz dois encontros
sociodramáticos com adolescentes de uma instituição de apoio socioeducacional,
apresentando ambas experiências como um convite a novos olhares
na compreensão de trabalhos em instituições, onde o adolescente faz parte
de uma cultura na qual a interação é um vetor constante. A partir das reflexões
apresentadas neste artigo, é possível observar o quanto o trabalho
baseado na abordagem psicodramática em instituições para jovens pode
promover a transformação nos modos de ser adolescente, bem como instigar
o potencial criador do sujeito jovem contemporâneo.

Sociodrama, juventude e inserção social..........................................27
Maria do Carmo Eunice Mazzotta
RESUMO
O texto apresenta algumas reflexões consequentes de uma pesquisa
desenvolvida por cinco psicodramatistas com um grupo de jovens participantes
do projeto de uma ONG, cujo objetivo era a preparação para
a inserção dos mesmos no mercado de trabalho. Inicialmente a autora
apresenta uma compreensão a respeito da juventude aliando conceitos
psicodramáticos a alguns aportes de outras áreas, tais como a história e a
sociologia. Em seguida aborda o sociopsicodrama como metodologia de
trabalho com jovens e algumas reflexões a respeito de suas vivências no
projeto da ONG.
Dois aspectos principais foram evidenciados por meio da pesquisa: em
primeiro lugar, nas vivências, o universo adulto consistiu em uma referência
constante para os jovens, tanto nas atitudes de questionamento e
crítica como nos momentos de aproximação, resgate e experimentação.
O segundo aspecto analisado foi a importância do espaço privado, assim
como do público, para o desenvolvimento do grupo e sua inserção na
comunidade.

Adolescência x adulto jovem: o que os diferencia? .........................43
Sandra Forjaz Lesbaupin
RESUMO
A partir de levantamento bibliográfico sobre a adolescência e o jovem
adulto, a autora chega a uma diferenciação entre estas faixas etárias
segundo a formação da identidade do EU. Conforme argumentado
no presente artigo, a passagem para a vida adulta ocorre à medida que
o jovem se diferencia dos diversos TUs com os quais se relaciona, sem
que isso afete seu referencial pessoal de existência. A identidade é compreendida
aqui como um processo contínuo e ininterrupto de tomada
de consciência de si e do outro, sendo decorrente da interação entre EU
e TU. Por fim, a autora descreve três casos clínicos que exemplificam e
demonstram a aplicabilidade clínica destas concepções sobre o adolescente
e adulto jovem.

Dicas a um jovem terapeuta psicodramatista de adolescentes ........57
Irany B. Ferreira
RESUMO
Este artigo é dirigido a profissionais que estão começando a trabalhar
com psicoterapia de adolescentes, como também a profissionais que trabalharam
por longo tempo com os mesmos. No início, um profissional
experiente é apontado como uma referência. Na segunda parte do artigo,
elementos teóricos sobre adolescência e psicodrama são abordados em
situações clínicas. Finalmente, dois casos clínicos são comentados e, no
final, conclui-se que existe um corpo teórico prático para o atendimento
de adolescentes.

SEÇÃO LIVRE

Além da catarse, além da integração, a catarse de integração.........75
Wilson Castello de Almeida
RESUMO
O conceito de catarse de integração é a invenção original de J. L. Moreno
para as ciências psicológicas e sociais. Refere-se ao acontecimento
ab-reativo, de ordem afetivo-emocional, produzido e expresso durante
um trabalho, operativo ou terapêutico, da dinâmica grupal. Trata-se de
contribuição criada a partir das ações dramáticas.
Em Moreno, é fundamental que se entenda esse fenômeno como resultante
do movimento dialético: catarse mental ancorada na ação dramática
e ação dramática ancorada na catarse mental.
Para enriquecer os nossos conhecimentos sobre o assunto em pauta,
torna-se necessária uma divagação de compreensão histórica da teoria
subjacente ao tema. Pois é disso que este artigo trata.

Infância e patologização: crianças sob controle...............................97
Andrea Raquel Martins Corrêa
RESUMO
Muitas crianças estão sendo submetidas a uma prática terapêutica que
medicaliza excessivamente a infância, propiciando que diversos comportamentos
e dificuldades, principalmente quando relacionados à escola,
sejam abordados como doenças, síndromes ou transtornos. Essa lógica
patologizante parece dominar o olhar dos profissionais, tanto na área
de educação como na de saúde. A tarefa deste artigo consiste em refletir
sobre os mecanismos de controle social que promovem e sustentam esta
lógica, considerando suas implicações na vida da criança, cujo destino é,
frequentemente, marcado pelo rótulo, pela discriminação e contenção. É
urgente a necessidade de se criarem novos olhares, articulando o psicodrama
a outros olhares para possibilitar alternativas que garantam uma
infância mais livre e saudável.


Sandplay psicodramático - um jogo na interface do psicodrama
com a psicologia analítica................................................................107
Cybele Maria Rabelo Ramalho
RESUMO
Este artigo parte de uma reflexão do psicodrama como abordagem
aberta à criação de novas estratégias e técnicas, numa visão transdisciplinar.
Apresentamos aqui um recorte resumido de uma pesquisa que
temos desenvolvido a respeito de uma técnica que denominamos de
sandplay psicodramático: este é um jogo desenvolvido na caixa de areia,
inspirado na técnica clássica do sandplay da abordagem junguiana, porém
adaptado ao contexto teórico e prático do psicodrama e ampliado para o
foco socioeducacional, além do clínico. Inspirados na técnica clássica do
sandplay (desenvolvida pelos terapeutas junguianos), desenvolvemos, na
nossa experiência, uma alternativa de trabalho no psicodrama, tanto na
estratégia bipessoal quanto na grupal e com casais, nos focos psicoterápico
e socioeducacional.


1970: o Congresso que redefiniu o campo do Psicodrama
brasileiro........................................................................................ 119
Julia Maria Casulari Motta
RESUMO
O artigo apresenta uma leitura sócio-histórica do V Congresso Internacional
de Psicodrama e do I Congresso Internacional de Comunidades Terapêuticas,
realizados conjuntamente no Masp (1970) - Museu de Arte de
São Paulo. Para isso parte da pergunta: "O que aconteceu com o campo
do psicodrama a partir da organização do Congresso de 1970?". Para responder
a questão desenvolve uma escavação arqueológica e genealógica
em documentos oficiais, entrevista pessoas sobre as memórias e história
do evento. Procura contextualizar os acontecimentos no cenário nacional
e internacional, mostrando que os fatos não são isolados, mas plantados
na história coletiva como produtor dessa mesma história. Conclui com
algumas reflexões que apontam para a importância desse evento na formação
do campo brasileiro do psicodrama.

Compreendendo as relações de gênero por meio da vivência
sociodramática............................................................................... 129
Maria Inês Gandolfo Conceição/ Juliana Cal Auad
RESUMO
A questão de gênero tem produzido interessantes reflexões acerca da
complementaridade dos papéis de mulher e de homem na pós-modernidade,
principalmente com a inserção da mulher no mercado de trabalho
e no cenário social. Este estudo apresenta o relato de uma experiência
desenvolvida no curso de graduação em Psicologia na Universidade de
Brasília. O objetivo da atividade foi trazer à tona, por meio da ação, a afetividade
que envolve a complexa interação entre papéis femininos e masculinos,
e observar a manifestação dos aspectos culturais e conservados
nesses papéis. Utilizou-se o sociodrama, método de pesquisa interventiva
que busca compreender os processos grupais e intervir em situaçõesproblema,
por meio da ação/comunicação das pessoas. Participaram 27
alunos do curso de Psicologia, sendo 19 mulheres e oito homens. Foram
produzidas reflexões acerca de como está se dando a complementaridade
dos papéis de gênero no contexto sócio-histórico-político-cultural, destacando-
se: o desconforto causado pelo espelho psicológico fornecido pelas
cenas dramáticas, o incômodo do confronto racional, quando se passa do
discurso para a ação concreta, a frustração por não vencer as amarras das
conservas culturais, a agressividade como única reação que aflora, quando
se trata de conquistar um lugar no cenário social, e a perplexidade ao
experimentar viver sob a pele do outro.

Sociodrama do Trabalho: pesquisa e intervenção social.................145
Raul Fernando S. Marques Fernandes
RESUMO
Este texto apresenta uma narrativa, acompanhada de fundamentação
teórica, de um sociodrama processual com foco nos conflitos e contradições
decorrentes da organização do trabalho. Apresenta também, como
referencial metodológico, um modelo de teste axiométrico desenvolvido
pelo autor.

DIÁLOGO ELETRÔNICO

Adolescência, juventude: a experiência clínica...............................159
Adelsa M. Alvarez Lima da Cunha / Mariana Bertussi

RESENHAS

Quem sobreviverá? Fundamentos da sociometria,
da psicoterapia de grupo e o sociodrama......................................173
Luis Russo

Psychotherapie Psychodramatisch..................................................189
Antonio Carlos Cesarino

MASP 1970: o Psicodrama.............................................................193
Rosa Lídia Pacheco F. Pontes

The Theatre of Spontaneity............................................................197
Moysés Aguiar

NORMAS PARA PUBLICAÇÃO ......................................



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por: R$ 36,00