Buscar:

Login:
Senha:
Esqueceu sua senha?
Volta para home
Clique para saber mais
Curso: Psicodrama em Treinamento e Desenvolvimento – T&D POTENCIAR - São Paulo        Curso: Coaching com Psicodrama POTENCIAR - São Paulo        Curso: Curso de introdução ao Psicodrama ABPS - São Paulo        Curso: Trabalhando com grupos - Curso de Expansão DPSedes - São Paulo        Curso: Psicodrama: primeiras lições - Curso de Expansão DPSedes - São Paulo        Curso: Curso de Formação em Psicodrama ABPS - São Paulo        Curso: Cursos de Formação e Educação Continuada em Psicodrama DPSedes - São Paulo        Curso: Trabalho de Grupos com Gestantes 2008        Curso: Especialização em Psicodrama DELPHOS - Rio de Janeiro        Curso: Curso de formação do Psicodramatista Didata - Nível II SOPSP - São Paulo        Curso: Curso de formação do Psicodramatista Didata Supervisor - Nível III SOPSP - São Paulo        Curso: Curso de formação em Psicodrama - Sociedade de Psicodrama de São Paulo / PUC SOPSP - São Paulo        Evento: Workshop - Terapia familiar ABPS - São Paulo        Evento: 21ª. JORNADA DA ABPS ABPS - São Paulo        Evento: PROGRAMAÇÃO DO CENTRO CULTURAL SÃO PAULO        
   


Outras Edições


Dito e Feito: Balanço de Fim de ano 

Marta Correa Lopes Echenique


Estamos chegando ao fim de mais um ano. Um ano de trabalho e de esforço coletivo. O primeiro ano de gestão da atual Diretoria Executiva e o primeiro ano do Fórum Gestor. Estamos otimistas com os resultados. Se muito ainda há para fazer, muito já estamos fazendo.

A experiência do Fórum Gestor tem sido um sucesso, expressando a vontade coletiva de envolvimento e co-responsabilidade das Federadas nas decisões políticas e estratégicas da Febrap.

A Diretoria Executiva, com plena consciência de seu compromisso com a comunidade psicodramática, comungou do esforço coletivo, trabalhando interna e externamente pela visibilidade e pelo reconhecimento do Psicodrama.

Acreditamos que novos caminhos estão se abrindo para todos os psicodramatistas.

Nosso XII Congresso Brasileiro de Psicodrama segue a proposta de ampliar espaços e se propõe a focalizar a ação transformadora do Psicodrama e sua presença na sociedade brasileira. Presença esta que já é grande, mas que pode ser muito maior.

A FEBRAP quer ser o agente facilitador de novas parcerias.

A Rede de Competências dos Psicodramatistas Brasileiros está implantada. Através dela teremos a oportunidade de promover o Psicodrama e, principalmente, os profissionais psicodramatistas.

Conclamamos agora as Federadas para que façam a sua parte no sentido de divulgá-la, estimulando seus associados a inscreverem- se. A Rede funcionará como um banco de dados de profissionais referendados pela Febrap e uma ponte para ligar os mesmos às oportunidades de trabalho na área privada, pública ou do terceiro setor.

Em meu nome e em nome da Diretoria Executiva desejo expressar os nossos agradecimentos
à comunidade psicodramática que tem nos dado apoio e trabalhado junto. Em especial, agradeço às pessoas que participam ou participaram de comissões e de equipes de trabalho, em diferentes áreas de nossa atuação. São muitas pessoas, desveladas, eficientes e sobretudo solidárias e generosas, de seu tempo e de seus talentos, que estão nos ajudando a atingir os objetivos comuns.

O desafio é grande, o caminho da Utopia é sem fim e as tarefas são inúmeras, mas seguiremos
avançando, sem medo de ousar. Somos os seguidores de Moreno. Ousar e criar são a nossa herança. A todos um Bom Natal e um muito Feliz Ano Novo!


Presidente da Febrap

índice



Feliz Natal ! 

Preparando o Natal Natal, tempo de paz, de luz,de alegria e gratas recordações. Tempo em que relembramos nossa infância repleta de fantasias, expectativas impregnadas de amor e saudades.

Tempo em que revivemos o carinho de nossos pais, o aconchego da família e todas as pessoas
queridas que marcaram positivamente nossas vidas. Feliz Natal e um Ano Novo com muito sucesso e paz para todos!

São os votos de toda equipe da FEBRAP.

índice



Editorial: Fertilidade
 

Patricia Araujo Rassi


Não restam dúvidas! O grupo realmente veio para ficar. Ele chegou de fato e agora se instalou, confortavelmente, na poltrona da Socionomial. Uma velha história, contada e recontada, diz que o Psicodrama chegou de fato, para nós brasileiros, na década de 60 e passada a euforia (não leiam irresponsabilidade ou brincadeira) foi lentamente caminhando para o processo individual. O grupo, no entanto, não deixou de acontecer, permaneceu timidamente, mas sem perder a força, a majestade.

Agora está ele retomando seu espaço, o que também não tira o valor ou o lugar dos outros procedimentos, só não mais se deixa ofuscar por eles.

Podemos dar todas as voltas possíveis: usar o crivo que quisermos, fazer a leitura baseada no que entendermos como o mais ético e mais responsável, partir da questão que avaliarmos ser de maior importância e ressonância. No entanto, voltamos todos ao mesmo ponto: A idéia básica de que não haverá um mundo melhor se não tivermos pessoas mais lúcidas e responsáveis por cada passo que avançar, em direção ao outro, em direção ao cuidado e à construção de novos
momentos.

Nosso Psicodrama está em cena, sul, sudeste, norte, nordeste, centro-oeste, em todos os pontos que encontramos Federadas com parcerias desenvolvendo trabalhos nas comunidades.

São trabalhos que mostram com responsabilidade (novamente esta palavrinha que diz muito e define tudo) todos os braços do Psicodrama. Braços que alcançam o hospital, o centro de saúde, o consultório , a empresa , a escola ... pois Moreno nos entregou o Psicodrama, a Sociometria , o
Sociodrama.

Com eles estaremos em Belo Horizonte, agendado para junho de 2004 e em São Paulo – IAGP – em 2006. Da mesma maneira no próximo número da Revista Brasileira de Psicodrama, volume que estará em nossas mãos durante nosso Congresso. Os primeiros, levando à prática o Projeto Sociátrico de Moreno, quando é possível através de pequenos grupos alcançarmos grandes grupos. O último, nosso precioso veículo científico, o pensar teórico, metodológico, filosófico que
nos possibilita amadurecer sempre, em um processo contínuo de transformação.

Diretora de Divulgação e Comunicação

índice



Experiênica Profissional: Adolescentes Vítimas de Violência Doméstica
 

Soraya Casagrande da Rosa

Numa primeira sessão, ao explicar meu papel no SOS Criança para uma criança de quatro anos vítima de violência física, ela olhou para mim e disse: “Tia, tu não vai mais deixar ele fazer isso em mim, né?”. E mostrou-me seu quadril tomado de hematomas e sua cabeça com círculos sem cabelos, que foram arrancados pelo padrasto.

Nessa hora nossa tendência é achar que só a onipotência resolveria. Penso que esse é um dos motivos pelos quais nos paralisamos diante de tamanha violência. Quando me perguntam se acredito que resolvo alguma coisa com meu trabalho diante das mazelas da vida, como costumo popularmente chamar a violência, respondo sempre que: “Se eu não acreditasse que no mínimo uma sementinha foi plantada, eu não estaria aqui.”

Através do psicodrama descobri que, aproveitando o brinquedo espontâneo da criança, é possível uma psicoterapia efetiva, mesmo em meios onde há pouca ou nenhuma disponibilidade da família e recursos mínimos de ordem econômica. Na representação dramática, expressando-se
verbalmente ou no “faz de conta”, a criança demonstra o que lhe dá prazer e desprazer. Através da brincadeira ela recorda certas experiências e manifesta o que vivenciou, possibilitando-nos o diagnóstico da violência doméstica.

O presente trabalho apresenta minha experiência no setor de psicologia do Projeto SOS Criança de Florianópolis e é complementado com a estatística de 2003. O desafio é colaborar para a construção de uma infância cidadã.

O Projeto SOS Criança proporciona atendimento a crianças e adolescentes, bem como a seus familiares e/ou responsáveis, em caráter de emergência, de proteção e defesa de vítimas de crime pessoal e contra os costumes, visando à reestruturação física, psicológica e social. Fazemos o diagnóstico da violência doméstica além de avaliações do emocional, do potencial cognitivo, do desenvolvimento neuropsicomotor, da gravidade da violência e da conseqüência para a vítima e demais membros da família.

O atendimento emergencial proporciona uma compreensão das questões emergentes. Com base nas avaliações realizadas, estudam-se as indicações psicoterapêuticas mais adequadas, bem como os possíveis encaminhamentos.

O atendimento psicoterápico breve trabalha a situação detectada, focalizando os aspectos mais emergentes, orientando a família ou responsáveis, esclarecendo dúvidas e possibilitando a compreensão dos fatos (por exemplo uma denúncia). Também oferece oportunidade de elaboração de sentimentos decorrentes da situação apresentada.

Entre as atividades o Projeto oferece terapia individual infantil, individual adolescente e individual adulto; palestras educativas, dinâmicas de grupo, intercâmbio de Informações com os demais técnicos, estudo de caso, relatório diagnóstico, encaminhamentos, elaboração e distribuição de Cartilhas Informativas além de perícia psicológica mediante determinação judicial.

Os casos que não se adequam ao atendimento de caráter breve recebem encaminhamentos
para locais onde um trabalho psicoterapêutico sistemático possa ser efetuado. De acordo com a necessidade detectada, como por exemplo família com padrão relacional crônico e dependentes químicos referendamos para outros profissionais e instituições como o Programa Acorde, Programa Sócio Familiar, Naps, Caps, Fazendas e Clínicas Terapêuticas, Movimento Sistêmico, Cevic, Emaj, Apae e outros.


Psicóloga psicodramatista com especialização em violência doméstica

índice



 


Esta estatística revela uma pequena amostra que vem de encontro ao que acontece às crianças brasileiras, ou seja, inúmeras justificativas para objetalização da criança/adolescente e a assimetria da relação pais/responsáveis e filhos. No entanto nada é comparável à amostra que ficou registrada em minha memória: lágrimas, dor, sorrisos, brincadeiras, agradecimentos, constrangimentos, agressividade, pedidos de ajuda, um olhar...

índice



Congresso da IAGP - Expandir os nossos horizontes 


Marlene Magnabosco Marra


Brasil país de história e matriz de expansão do movimento psicodramático. Aqui o Psicodrama
também deu seus primeiros passos. E a Federação Brasileira de Psicodrama (Febrap), criada em 1976 (congrega 50 federadas em todo o país), teve o privilégio de vivenciar momentos históricos significativos. Hoje, o Psicodrama brasileiro já possui sua própria cara, construída pela produção teórica e pelo desenvolvimento de práticas e intervenções nas diversas redes sociométricas, com suas características peculiares de forma e conteúdo.

Mas, para o futuro, desejamos um desenvolvimento maior no campo da pesquisa, do diálogo das práticas com as demais práticas do conhecimento e interação de profissionais nacionais e internacionais. Queremos possibilitar transformações sociais mais significativas e amplas, como sonhava Moreno.

Realizar o 16o Congresso da Associação Internacional de Psicoterapia de Grupo (IAGP) no Brasil, na capital do movimento psicodramático - São Paulo -, é dar mais um passo à frente, expandir os nossos horizontes e aprimorar nossas redes de comunicação. Significa aproximar os psicodramatistas sem limites de fronteiras, favorecendo o compartilhar de suas experiências e, especialmente, aumentar a representatividade brasileira nessa associação. Nossos desafios
como psicodramatistas brasileiros são pensar em cenas, montar cenários e tornar-nos colaboradores do movimento psicodramático mundial.

Nossa proposta, ao realizarmos o Congresso da IAGP no Brasil, é descentralizar as atividades,
instituindo um fórum regional de discussões políticas e de nossos modos de intervir e pesquisar. O evento será organizado pela IAGP, pela Febrap e por instituições dedicadas ao desenvolvimento das mais diversas abordagens de grupo.

São três instâncias interdependentes à frente da organização do 16o Congresso da IAGP: Presidente e Comitê Executivo (CE) da IAGP; Comitê do Programa Científico da IAGP (SPC); e Comitê Organizador Local (LOC), que tem como representantes a Febrap e demais instituições que trabalham com grupos no Brasil. O congresso acontecerá em julho de 2006.

O LOC, que me tem como coordenadora, eleita pelo Fórum Gestor da Febrap, será composto por coordenações especiais: representantes do LOC, consultores locais e comissões organizadoras. Tem como meta principal liderar o estabelecimento de parcerias com outras instituições de áreas afins para a constituição de uma equipe responsável pela organização e divulgação do evento.

Temos, também, a responsabilidade de dar subsídios ao comitê científico, para que o congresso seja a cara do Brasil. Assim, estaremos construindo um congresso a partir de nossa realidade, implicando em questões teóricas, metodológicas e epistemológicas que fazem parte de uma mudança mais ampla das ciências sociais vividas cotidianamente em nossas práticas rofissionais. As outras duas instâncias não estão, diretamente, sob a responsabilidade brasileira.

Nós, da LOC, estamos lançando uma grande campanha que inclui todos os trabalhadores da psicoterapia de grupo com a perspectiva de pensar o tema do congresso. Queremos lançar uma grande lista de discussão. A IAGP já tem uma sugestão para o tema: “Grupos: Conectando Indivíduos, Subgrupos e Culturas”. O que pensam deste tema? Ele contempla e abrange todas as dimensões que queremos e as particularidades do nosso país em seus grupos, comunidades
e culturas?

Queremos, ainda, discutir sobre o formato do congresso, os grandes conferencistas de grupo que você sugere e demais questões que considere importante. Mande-nos e-mails através deste site, especificando o no assunto: IAGP-2006.


Coordenadora do Comitê Organizador Local


A IAGP congrega profissionais comprometidos com o desenvolvimento teórico, a prática clínica, o treinamento, a pesquisa e a consultoria da psicoterapia de grupo. Sua diretoria é composta por
profissionais de 17 países, e seus membros associados e organizações afiliadas constituídas por psicotarapeutas de grupo e líderes de grupo de diferentes orientações teóricas de todo o mundo.

índice


 
Grupo de Psicodrama Terapêutico-Pedagógico: O trabalho com gestantes e casais grávidos

Vitória Lúcia Pamplona


A gravidez é um momento de intensas transformações biopsicossociais para a mulher advindas da aquisição do novo papel de gestante e da expectativa dos papéis que breve se concretizarão: o de parturiente e o de mãe. Mesmo quando não se trata do primeiro filho, o papel de mãe será um novo papel pois ser mãe de dois ou mais filhos é diferente de ser mãe de apenas um.

Moreno coloca que o nascimento é “processo primário e criativo. É positivo antes de ser negativo, saudável antes de patológico, vitória antes de trauma”. ( 1, v I, pp 149-150). Afirma ainda: “O momento do nascimento é o grau máximo de aquecimento preparatório do ato espontâneo de estar nascendo para um novo ambiente a que o nascituro terá de ajustar-se rapidamente. Não é um trauma mas o estágio final de um ato para o qual foram requeridos nove meses de
preparação”.(2, p105).

Se a criança vive o nascimento como um momento de espontaneidade, a mulher já atravessa o ciclo gravídico-puerperal imersa, em maior ou menor grau, nas conservas culturais dos papéis de gestante, parturiente e mãe. O papel social de mãe é dos mais estereotipados e exigentes de nossa sociedade: mãe tem que ser perfeita, santa, assexuada, doadora, amar incondicionalmente e na mesma medida a todos os filhos, etc, etc. O papel de gestante é também muito exigido e temido, por todas as transformações que acarreta inclusive nos papéis psicossomáticos, devido às mudanças nos padrões respiratório, circulatório, postural, de sono,
digestivo, excretores, alimentares.

O papel de parturiente é muito temido devido a todos os mitos que cercam o parto como, por exemplo, a maldição bíblica: “Parirás teus filhos com dor”. No cacho de papéis que compõem este ciclo vital, o de cliente de um profissional de saúde ou de uma equipe de saúde também traz conflitos específicos. O conciliar os novos papéis com os papéis de esposa, filha, trabalhadora ou estudante, etc. é fonte de muitas ansiedades. O papel de puérpera traz o temor do blues puerperal e até mesmo da depressão pós-parto.

O homem que espera a chegada do filho também passa por tais conflitos nos seus papéis, inclusive em alguns papéis psicossomáticos, pois muitos futuros pais enjoam, engordam e apresentam outros transtornos comuns às mulheres.

Muitas das dificuldades no exercício destes papéis vêm, não só das conservas culturais dos mesmos, como também da falta de conhecimento, ainda vigente nos dias de hoje, dos “fatos da vida”, aí incluindo desde os relativos à sexualidade, quanto os relativos a como “funciona” um bebê. Como não temer o parto, se a anatomia feminina interna e externa é desconhecida? Como não temer cuidar do bebê, se na família nuclear moderna não se vive a experiência de cuidar de uma série de irmãos mais novos, coisa comum apenas do início do século passado para trás?

Assim, mulheres e homens que esperam um filho necessitam de um espaço onde possam não só elaborar suas ansiedades e desenvolver sua espontaneidade na criação de seus novos papéis, como também adquirir conhecimentos sobre os “fatos da vida”.

Neste sentido, o Psicodrama se apresenta como um instrumento ideal, utilizando-se tanto seu caráter pedagógico quanto terapêutico, objetivando que o casal possa viver este ciclo da forma mais espontânea e criativa possível a cada um. O grupo não se constitui como psicoterápico e sim como educativo e preventivo, com aspectos, momentos e ganhos terapêuticos que não se podem dissociar do pedagógico, quando este se refere a fatos tão vitais como sexualidade e nascimento.

Trabalho com grupo aberto no qual as gestantes podem entrar a qualquer momento do grupo e em qualquer idade gestacional. A presença do pai do bebê é bem vinda em todas as sessões, que são semanais. Quanto à duração das sessões, tenho trabalhado de duas formas diferentes. Em uma delas, faço uma sessão de duas horas e meia semanais, sendo estas divididas em uma hora de trabalho de conscientização corporal e relaxamento, e uma hora e meia de grupo de
Psicodrama pedagógico-terapêutico.

Na outra forma faço, em conjunto com uma colega especializada em yoga para gestantes, duas sessões semanais, sendo uma sessão de uma hora de yoga e outra de uma hora de yoga mais hora e meia de grupo pedagógico-terapêutico. A opção por estas modalidades dá-se em função de aspectos práticos como conveniência da clientela e das coordenadoras. O importante é que
sempre haja trabalho de consciência corporal e de relaxamento, além do trabalho pedagógico-terapêutico. O número de participantes é limitado a 10 gestantes com seus companheiros. Entretanto, nem sempre os homens podem estar presentes em todas as sessões por motivos diversos e alguns jamais comparecem por não desejarem participar. Eventualmente convidamos avós ou outros familiares para uma sessão, dependendo da necessidade e demanda do grupo.

Há uma seqüência de temas pré-determinadas que, entretanto, é seguida sem nenhuma rigidez,
priorizando-se atender às demandas e ansiedades do grupo emergentes em cada sessão.

Emprego jogos dramáticos, dramatizações com as técnicas básicas do Psicodrama, e outras como escultura, Psicodrama interno, viagem imaginária ao interior do corpo, role-playing tanto para a aquisição de conhecimentos relativos à anatomia sexual e às etapas do parto, aos mecanismos da amamentação, aos cuidados com o bebê, como também para elaboração de conflitos e desenvolvimento da espontaneidade e criatividade nos novos papéis.

Do contrato do grupo constam o sigilo, a liberdade de críticas e sugestões (no final de cada encontro há uma avaliação mesmo que breve), e o caráter pedagógico-terapêutico do grupo, explicitando-se que podem ser trazidos os conflitos relativos às vivências do ciclo gravídico-puerperal.

Os resultados têm sido altamente positivos, propiciando uma vivência criativa dos novos papéis, fortalecendo o vínculo do casal entre si e com o bebê, propiciando partos, tanto vaginais quanto cesáreas, tranqüilos e felizes, amamentações prolongadas e sem traumas, e principalmente temos tido um índice de depressões pós-parto menor do que 1% quando os índices da população em geral estão entre 6,8% e 16,5%. Entre as adolescentes, esta cifra chega a 26%. (4)


BIBLIOGRAFIA

1. MORENO, J.L. Quem sobreviverá? Fundamentos da sociometria, Psicoterapia de Grupo e Sociodrama. Goiânia: Dimensão Editora, 1992)
2. __________________ Psicodrama. São Paulo: Editora Cultrix, 1975.
3. PAMPLONA, V. Mulher, Parto e Psicodrama. São Paulo: Agora, 1990.
4. TEDESCO, J.J.de A., ; ZUGAIB, M., & QUAYLE, J. Obstetrícia Psicossomática. São Paulo: Atheneu, 1997.

índice


 
Fórum Gestor - Vai muito bem obrigado!!!



Herialde Oliveira Silva

Do meu ponto de vista, a criação do Fórum Gestor para, juntamente com a Diretoria Executiva da Federação Brasileira - a nossa Febrap, direcionar os rumos do Psicodrama é fruto da última gestão da presidente Heloisa Junqueira Fleury. Na época, iniciou-se a introdução de recursos
do nosso método psicodramático nas Assembléias, através dos Sociodramas dirigidos por Luiz Falivene, do Instituto de Psicodrama e Psicoterapia de Grupo de Campinas - IPPGC.

Nesses Sociodramas a diretoria executiva e representantes das Federadas e das Regionais puderam expressar através de falas, cenas, exemplos, colocações e comentários, seus anseios, necessidades, projetos, realizações e tudo o mais que acontece no movimento psicodramático.
Todos conseguimos trocar idéias, sugestões e avaliar a importância de juntos trabalharmos
para reforçarmos o Psicodrama através da promoção do aprimoramento dos cursos de formação, da pesquisa e produção científica e efetivando a titulação de carreira, ampliando cada vez mais
as ações psicodramáticas e sua divulgação, de forma harmoniosa, sem os atritos dos antigos Fóruns e das Assembléias Gerais Ordinárias e Extraordinárias.

Para a criação do Fórum Gestor tudo foi discutido, pensado e repensado, desde sua composição, formação, como seria essa gestão, maneira de votar, representatividade efetiva com o uso de crachás, participação através só da voz e voz e voto, e tantos outros itens necessários para sua
instalação. Quando essas idéias foram votadas e aprovadas, criou-se uma comissão para nortear as normas desse Fórum, hoje transformadas em Regimento Interno, à disposição dos interessados na sede da FEBRAP, nas Federadas e Regionais.

Neste 2003, que está se findando, foram realizados três Fóruns Gestores, nos quais seus coordenadores procuraram utilizar estratégias do nosso método psicodramático e dos Fóruns Institucionais. Estamos conseguindo trabalhar numa relação mais tranqüila, conhecendo de perto as dificuldades da Diretoria Executiva e esta das Federadas e das Regionais, bem com seus projetos e realizações, colaborando, trocando, participando de comissões e sugerindo, inclusive junto à organização do nosso XIV Congresso Brasileiro de Psicodrama que acontecerá em 2004 em Belo Horizonte/MG.

O Fórum gestor, ainda em fase de adaptação, está precisando de vários ajustes, mas já nos faz constatar um amadurecimento dos psicodramatistas, revelado por interesse, colaboração, responsabilidade e atitude ética que, com certeza, está contribuindo para nortear os caminhos do Psicodrama Brasileiro.

O importante, nesse momento, é que os participantes do Fórum Gestor conheçam as normas do Regimento Interno, que as Federadas e Regionais contribuam para a elaboração das pautas, com 30 (trinta) dias de antecedência em relação às datas para eles acontecerem, que estejam dispostos a coordená-los e a secretariá-los. É também importante que elas tragam notícias e projetos para compartilhar com as demais, e que proporcionem trocas efetivas entre todos,
integrando os psicodramatistas, para que possamos trabalhar em favor do bem comum, proporcionando intervenções psicodramáticas que venham favorecer todo o contexto social brasileiro.

Representante do Depto de Psicodrama do Inst. Sedes Sapientiae Junto a FEBRAP e Seção Regional SP/SP – Coord. do III Fórum Gestor (5 e 6 julho/03)

índice


 

RCPB : Processo de Competências e Conhecimentos


Carlos A. S. Borba

A Rede foi criada objetivando a ampliação da Proposta Socionômica como uma capitalização integrada ao processo do desenvolvimento do Psicodrama Brasileiro. Através de parcerias com organizações governamentais e não governamentais serão direcionadas as competências, que
proporcionarão oportunidades de trabalho remuneradas para psicodramatistas federalizados.

Uma das metas das autodescrições dos profissionais será a pontuação das capacidades,
para uma atuação no mercado de trabalho, através da Rede, que possibilitará a implantação de um processo de competências e conhecimento.

É importante lembrar que somos mais de quatro mil profissionais e que estamos ligados a uma federação – Febrap, organização não encontrada em nenhum outro país do mundo.

Uma Árvore de Conhecimento, sistema idealizado pelo filósofo francês Pierre Levy, é um método informatizado para o gerenciamento das competências de indivíduos pertencentes a estabelecimentos de ensino, empresas coletivas locais e associações.

Quando desenvolvida, teremos um mapeamento dos conhecimentos e capacidades dos Psicodramatistas Brasileiros. Podemos comparar a Árvore de Conhecimento às Árvores Genealógicas, criadas para famílias,de interesse histórico, voltado para o passado: uma busca desde a descoberta de um antepassado estrangeiro, que garanta acesso a uma outra cidadania, até as possibilidades de reconhecimento de ancestrais nobres ou importantes.

Solicitamos apoio e divulgação da Rede entre os colegas associados para que o Psicodrama Brasileiro possa oferecer novas oportunidades de trabalho, pesquisa e estudo para todos.

Coordenador da RCPB

 

índice

Outras edições

 





Brasil, quarta, 20/08/2008


Última atualização: 13/08/2008


9 pessoas on-line
  © 2006-2010 - FEBRAP - Todos os direitos reservados.
Home Contato Carrinho Topo