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Outras Edições
Editorial: Bons Frutos!
Os leitores do Em Cena ainda receberão, neste nÚmero, o encarte "Caixa de Ressonância", uma gentileza da
Diretoria da FEBRAP, para festejar o apoio cultural que
passamos a receber da Editora Ágora. A equipe do jornal
está convencida de que a parceria Ágora-Em Cena vai
dar muitos frutos para todos.
Por falar em parceria, são de dar água na boca os
bons frutos que o Psicodrama tem plantado e germinado
por aí; este número dá conta de alguns deles:
1. O II Congresso Ibero-Americano, cuja cobertura é feita por Silvia Petrilli.
2. Em setembro, vem aí o I Encontro Brasileiro de
Psicoterapias Grupais, mais um encontro de profissionais, aquecimento para o próximo Congresso da IAGP,
3. Nas ruas do centro da cidade, foi construído o enredo
de um Teatro Espontâneo em prol da Luta Antimanicomial, resultado da parceria entre Psicodramatistas do
grupo Extramuros e o CRP.
4. Veja o que os Psicodramatistas pensam sobre o Psicodrama rumo às universidades.
Maria Eveline Cascardo Ramos comenta sobre: Ministério da Saúde e Psicodrama. Isso dá parceria?
5. Psicodramatistas de diferentes regiões do Brasil se encontram em um Fórum em São Paulo.
6. Psicodramatizar pelo Brasil, divulgando o Psicodrama.
7. Rosane Rodrigues trata de jogos dramáticos e Psicodrama.
8. Dicas de onde encontrar eventos e profissionais de Psicodrama por todo o Brasil.
Aguardamos a colaboração dos leitores para o próximo número, em tomo de temas criados pela coordenação do Em Cena, em parceria com alguns dos nossos
colegas Psicodramatistas, que estarão coordenando a criação de matérias a partir de contribuições de diferentes
profissionais, articulando-as com seus próprios textos.
Entre em contato com eles, para o que poderíamos chamar de "colaboração casada" (veja o quadro "Temas sugeridos").
Se você quiser ser um dos nossos colaboradores, coordenando um tema específico de seu interesse,
candidate-se o quanto antes. Com sua colaboração, nossa Comunidade só terá a ganhar.
Milene De Stefano Féo
Índice
Escreva par ao Jornal EM CENA
Psicodrama com Arte
Psicodrama, ação, movimento. O que é ação? Existe diferença entre ação e ação
dramática? O que as teorias de teatro têm a nos esclarecer sobre isso?
Ação, movimento, dança. A dança dos atores em movimento. Como a arte da dança
pode nos enriquecer, seja na construção dos movimentos, seja em outras funções?
A dramatização acontece em um cenário claro, escuro, com foco, sem foco, etc. Desde
que a iluminação tem sido usada no teatro, uma verdadeira revolução aconteceu na linguagem teatral. Esses conhecimentos com certeza contribuem para aperfeiçoar o nosso
Psicodrama, tão pobre em arte.
E o cenário, com seus objetos, suas cores, suas formas, insinuando o espaço? As
Artes Plásticas poderiam ter uma participação na cena psicodramática? E temos tantas modalidades de teatro que me pergunto: em qual delas Moreno se inspirou e contra qual delas se insurgiu? No teatro naturalista, simbolista, realista, futurista? Teria
Moreno conhecido os revolucionários do teatro do começo do século? Maiakovski,
Meyerhold, Gordon Craig? Ou ele só conheceu Stanislavski?
E o cinema e a fotografia? Artes a serem descobertas pelo Psicodrama. Recentemente vi
numa escola de teatro um trabalho com fotografia. Eram fotos de uma improvisação,
legendadas por outras pessoas, que não haviam participado da improvisação. Impressionante!
Então, este vai ser um espaço para pensar, refletir, contar novidades sobre a arte de
usar a Arte no Psicodrama. (Cida Davoli)
Psicodrama aplicado?
Psicodrama aplicado, pedagógico, técnicas aplicadas, Sociopsicodrama? Não importa...
Mais importante são os resultados desses trabalhos, relatados por seus pioneiros no Brasil.
Se você faz parte da história do Psicodrama nas áreas de educação, na empresa, nas
institutições, nas comunidades e na implantação dos cursos de Psicodrama, que formam
os profissionais Psicodramatistas dessas áreas, envie seu relato para integrar a reportagem que será organizada por mim e que sairá num dos próximos números. Siga o roteiro:
.O que foi feito?
.Quando e onde?
.Quem participou? .
.Relato breve de um fato, proieto ou ação mais importante.
Pretendemos também reunir e entrevistar pessoas que tenham contribuições valiosas
para enriquecer essa matéria. (Herialde Dliveira Silva)
Principais questões de
um Psicodramatista iniciante
Atenção! Você se enquadra em um dos itens abaixo?
.Psicodramatista iniciante;
.curioso;
.quer saber como é o "pulo do gato" no Psicodrama; ou
.quer saber onde tudo começa e como tudo termina.
Então chegou o momento de descobrir "tudo o que você sempre quis saber e nunca
pôde perguntar". Colabore conosco, enviando sugestões, dúvidas e curiosidades sobre o
Psicodrama.
(Ana Thereza C. Estrela, Mirela Pereira Duran e Viviane Marques Salerno)
Índice
Temas Sugeridos
- Psicodrama com Arte - Cida Davoli
- Psicodrama aplicado? - Herialde Silva Fonseca
- Psicodrama e medicação - Andréia Feijó
- Abuso sexual e compromissos éticos do Psicoterapeuta - Cida Piola
- Sexualidade e intervenções psicodramáticas - Áurea Ribas Giaquinto
- Questões de uma Psicodramatista iniciante - Ana Thereza C. Estrela, Mirela Pereira Duran e Viviane Marques salermo
- E por falar em gênero, quem é esse homem da atualidade? Guilhermo Vilasêca
- E Em Cena e seu encarte Caixa de Ressonância: sugestões - Cláudia Fernandes
- Vamos passar juntos e conseguir descontos em nossas progrmações de lazer?
- Como?: sugestões para usos da carteirinha do Em Cena - Maria Amélia de sousas e Silva
- Envie sua contribuição sobre o tema de seu interesse para o e-mail info@febrap.org.br
Índice
O toque corporal nas Psicoterapias e a regra de abstinência na Psicanálise
Waldemar José Fernandes: É curioso que em 1909, Freud servia chá, sanduíches ou
arenques durante as sessões.
No mundo transubjetivo do início da clínica psicanalítica, eram frequentes as pacientes histéricas, com suas paixões pelo analista. As críticas contra a Psicanálise e sua
"licenciosidade" eram muito severas. Dentro desse panorama, Freud viu-se na obrigação de estabelecer claros limites de abstenção, tanto para o analista como para o analisando, sendo que só em 1915 urna "recomendação de abstinência" foi claramente formulada por Freud.
A regra de abstinência recomenda que o analista se abstenha de qualquer atividade
que não seja interpretar, excluindo, portanto, qualquer gratificação externa, social ou sexual,
protegendo o anonimato do cliente e preservando-se também de aproximaçÕes informais.
Há casos, entretanto, em que, se isso for levado ao extremo, pode servir para o
analista defender-se de aspectos temidos da própria personalidade, instalando uma espécie de campo minado entre analista e analisando.
Atualmente mudaram os tempos, mudaram clientes e analistas, e há muitas técnicas.
Na moderna Psicanálise Vincular há mais tempo para se trabalhar e diminuiu o medo
de alguma liberdade na interação entre analistas e analisandos. Nosso trabalho é mais
coloquial e descontraído, damos risadas, respondemos a algumas questões diretas, mostramos alguma emoção.
É importante alertar para a possibilidade de conluios entre as necessidades do cliente
carente emocionalmente, que tenta seduzir para ser atendido, e as necessidades narcísicas
do analista ou do psicoterapeuta, que busca ser reconhecido e admirado.
Em meu trabalho bipessoal e nos grupos, penso que um cumprimento de mão, um
tapinha no ombro, ou um abraço de alta, reforçam o vínculo do reconhecimento e a autoestima. Caso o cliente "avance o sinal", procurando um toque corporal mais prolongado ou beijar O analista, bem... sempre se pode conversar a respeito e tentar aprender com essa experiência. O fundamental é o conhecimento de si mesmo por parte do
psicoterapeuta para saber em que terreno está pisando.
Márcia Martins de Oliveira: Ao criar o Psicodrama, J. L. Moreno desvinculou-se tanto
da regra de abstinência proposta pela Psicanálise quanto da compreensão exclusivamente analítica do ser humano.
A inclusão da cena como instrumento do processo de Psicoterapia equiparou expressão verbal motora e dramática. Com isso, o método psicodramático procura alcançar o equilíbrio psicológico através do desenvolvimento e integração das diferentes
formas de expressão humana.
Valorizando a atuação cênica, o método psicodramático deu uma nova dimensão as
teorias e técnicas em Psicoterapia. Assim, o conhecimento aprofundado de métodos, exercícios e práticas corporais, entre elas as que recorrem ao toque corporal, tornou-se um
instrumento valioso para auxiliar o cliente de Psicoterapia na conquista de seu psiquismo,
na formação e desenvolvimento dos papéis e na atualização de sua subjetividade.
A inclusão do espaço cênico na Psicoterapia permitiu que a multiplicidade de sentimentos, característica central da atuação humana, fosse vivida em ação ao invés de ser
apenas rememorada e inferida.
A atuação cênica permite viver, em profundidade, a dimensão simbólica. Dessa forma,
ao encenar, o sujeito compreende, na própria ação, que expressão motora, verbal e dramática são expressões simultâneas e equivalentes. Tais expressÕes são aspectos do modo
como cada pessoa estrutura e dá fonna à sua maneira de ser e agir.
Andar em cena mostra com clareza que a atividade inclui tanto o físico quanto o
psíquico. Na ação cênica compreende-se que andar é sempre caminhar em direção a
alguém ou a alguma coisa e implica a presença de sentidos, desejos, sentimentos e
intenções. Assim, os recursos técnicos advindos de práticas corporais contribuem para
a diferenciação e integração da expressão verbal, motora e dramática, abrindo espaços
para dar continuidade à formação e desenvolvimento dos papéis.
Nota: Este artigo teve como base o debate coordenado por Cláudia Fernandes.
Índice
Conhecimento e Crença
"O Real nunca é o que poderíamos acreditar,
mas sempre o que deveríamos ter pensado. "
IBachelard)
Você já se sentiu um pintinho de poucos
dias, na chuva, sem mãe nem pai? Talvez
essa imagem traduza algo da fragilidade humana frente ao desconhecido. Sabemos pouco sobre a vida, a natureza, a morte, mas
tentamos sim, como tentamos! Controlar
tudo isso. Essa tem sido a tarefa da Ciência
na História dos homens. Mas, antes da Ciência, a Religião busca também dar alento, segurança, referência. De uma outra maneira, a
Arte se propõe a pensar e a repensar a vida e
os modos de vida, oferecendo possibilidades
ao ser humano.
Nossa fragilidade, no entanto, não é pouca. Produzimos vacinas, doenças, música, cinema, televisão, avião, foguetes, bombas,
lixo, religiões, magias; centenas, milhares de
deuses. E nossa produção, boa ou má, revela
a ânsia e o desespero humanos. Precisamos
nos garantir, garantir a vida, mais e mais.
As religiões, bem ou mal, indicaram um
caminho, um deus, um ritual, uma penitência. As ciências inventaram saídas. As artes
recriaram a vida. Todos esses conhecimentos,
no entanto, em um momento ou outro, caíram na tentação da totalidade, do dogmatismo, na pretensão a uma unidade. Em determinado ponto de suas histórias, impuseram uma verdade.
Conhecimento e crença? O primeiro exige
busca, experimento, construção, erros e acertos. A segunda não exige coisa alguma, a não
ser, talvez, boa vontade. O primeiro se dispõe
a uma verdade aberta. A segunda apresenta
uma verdade.
O que acontece hoje? Por que as pessoas
acreditam em praticamente qualquer coisa?
Por que se busca "cientifizar" diversas práticas? A racionalidade já não preenche as expectativas humanas? Estamos entrando em
uma era de obscurantismo? As verdades fechadas não podem promover o retorno de um
fanatismo, algo irracional, manipulado por líderes pouco afeitos às discussões éticas?
O boom esotérico parece atender aos pintinhos amarelos que somos, de uma maneira
ou de outra. Oferece uma coleção de deuses, práticas e objetos, mais ou menos desvinculados de uma religião organizada, neste
caso, bem ao gosto de uma classe média bastante desanimada com o governo, o amor, a
família, a economia e tendo que enfrentar a violência, a falta de dinheiro, as doenças, os valores esvaziados. Buscam a confirmação de
uma vida após a morte (já que nesta...), certezas, um sagrado, prognósticos para o futuro -
tudo embalado por psicologismos, magias,
fórmulas para se ganhar dinheiro, um amor,
uma existência melhor. Os mais pobres apegam-se a práticas bem menos sofisticadas.
Precisam de líderes fortes, sinais evidentes da
divindade, um milagre. A tendência para todos, no entanto, parece ser a salvação, o fortalecimento de uma onipotência, um enorme
medo de contatar a fragilidade.
O fenômeno da auto-ajuda, por sua vez,
parece ativar no ser humano a mais grosseira onipotência: a de que pode, magicamente,
fazer o que quiser. Praticamente qualquer assunto é discutido nessas obras. O mundo seria uma maravilha absoluta se todos lessem
e praticassem aquilo.
Mas para que a "força" seja ainda maior ,
algumas vezes, esoterismo e auto-ajuda aparecem juntos, anjos e pensamento positivo. Mas
valem também pirâmides, cromoterapia, gurus,
gnomos, tarôs e espíritos. Quando algumas
dessas práticas conseguem a confirmação de
algum cientista, melhor. Pode-se afirmar, então, que é "cientificamente comprovado". A tutela, às vezes de má fé e em outras porque efetivamente acredita-se naquilo, revela o quanto
o esoterismo necessita da Ciência, ou das pretensões científicas, para existir .
Os discursos esotérico-científicos, no entanto, revelam-se apaziguadores, conformistas, generalistas, individualistas, pouco afeitos à compreensão da História, da Geografia,
da Sociologia, da Psicologia, da Antropologia e de todos os seus liames.
No presente momento da História, todavia e infelizmente, não parece que conseguimos construir um mundo muito melhor. É inegável que a Ciência trouxe muitos ganhos
para o ser humano, mas os cientistas não detêm o controle sobre seus inventos. Hiroshima
e Tchernobyl são exemplos terríveis de uma
Ciência que pode tornar-se destruidora. As religiões, se por um lado promovem determinado conforto, por outro alimentam a ignorância, o absolutismo, a intolerância. Desse
modo, o homem parece necessitar de alguma
outra saída, algo para além da Ciência (que
o decepcionou), além da Religião (muitas vezes distante, pouco preocupada com as questões do cotidianol e além da Arte (sofisticada demais para o homem médio). Busca algo
supostamente holístico: um modelo inclusivo,
que dê conta do todo, fazendo assim contraponto a uma postura apenas científica ou
apenas religiosa.
Desse modo, supõe-se um universo organizado. Religião, Ciência e Arte podem estar
juntas. Conhecimento e crença não necessitariam mais ser compartimentos estanques.
Pressupõe-se um Todo regido por uma ordem. Assim, conhecer e crer parecem ser ,
mais ou menos, a mesma coisa, na medida
em que tudo já está "lá", previsto.
Mais uma vez, os pintinhos, ainda amarelos que somos, necessitam de uma totalidade, uma explicação, uma certeza. Faz.se necessário acreditar a qualquer custo. Faz-se necessário um conhecimento articulado, organizado, que dê conta de tudo. Talvez o Holismo seja a mais onipotente das pretensões, o grande mito do fim-de-século: quando tudo está esgarçado, precisamos produzir um todo complexo, costurado, arranjado. construímos, assim, um belíssimo mito.
E o Psicodrama? Como é possível a convivência com todos estes poderes mágicos? 0 jovem Moreno, não podemos esquecer, vê o universo como um todo-que-pede-criação. A busca da experimentação, da discussão e da reflexão, no entanto, está presente, especialmente
na sua fase mais madura. D Psicodrama mescla uma filosofia por vezes teológica com uma
teoria e, especialmente, uma técnica bastante
encarnada no mundo dos homens.
As crenças assinalam possibilidades humanas. Os que crêem sentem-se libertos. Mas
sabemos (porque, como terapeutas, ouvimos,
muitas vezes, dos próprios crentes) como essas crenças podem funcionar como prisões,
camisas-de-força que impedem o livre fluir da
espontaneidade. Temos carmas, leis morais,
prescrições, oráculos que impedem a invenção, o amor, a sexualidade, a transformação.
Parece ser tarefa do Psicodramatista acolher todas as crenças, sem julgá-las. Ao dar-lhes um espaço, estamos de algum modo produzindo conhecimento. No Psicodrama os deuses podem atuar, bíblias podem ser avaliadas, rituais revividos, espíritos e anjos podem ganhar corpo.
Talvez, para aqueles que crêem ter chegado a uma totalidade absoluta, a dúvida
seja uma grande bobagem. Mas é com ela,
incômoda e precária, que convivem os meros
mortais.
Os crentes talvez tenham as promessas
cumpridas, quem sabe? Aliás, saber é com o
que menos se preocupam. Aos demais, resta
a constante construção do saber, luta árdua
e diária, já que nenhuma mágica virá salvá-los. Talvez possam imaginar que exista um
deus para descrentes e construtores do conhecimento. Um deus maldito e não catalogado,
claro, que goste de rebeldes.
Mas novas ciências, novas religiões, novas artes serão criadas. Que, efetivamente,
elas construam novos mundos e seres felizes.
Que esses mundos sejam vividos na Terra
mesmo. Que a grande mágica seja o amor cotidiano, o respeito, a fome saciada, uma política libertadora, a solidariedade. Que apaguem de uma vez por todas a idéia de uma
verdade, de dogmas, de totalidades que cedo
ou tarde acabam em totalitarismo.
A modesta tarefa do Psicodrama talvez
seja ajudar os pintinhos, ainda amarelos, a compreender a fragilidade, a força e a ternura humanas.
Devanir Merenngué
Psicólogo, Psicodramatista e professor -
supervisor pela FEBRAP.
BIBLIOGRAFIA CONSULATADA:
Moreno, J.L. As Palavras do Pai. Editorial Psy.
Japiassu, H. A crise da razão e do saber Objetivo.
Letras e Letras.
Barthes, R. Mitologias. Difel.
Calvente, C. Qué es esto de Autoyauda y el Pensa-
mento Positivo? Revista da FEBRAP. Vol. 3. Fasc-
II. Ano 1995.
Este artigo foi originalmente escrito para uma
mesa-redonda realizada durante a 16ª Jornada de
Psicodrama no Instituto de Psicodrama e
Psicoterapia de Grupo, Campinas -SP.
Índice
O II Congresso Ibero-Americano continua vivo!
Foram tantas as manifestações de gratidão, de
parabéns, comentários sobre reflexões em experiências vividas, sugestões e elogios aos
membros da Comissão Organizadora, vindos por
e-mail (tanto pessoais, como via debate da
FEBRAP e do debate de Grupo-Analisis), faxes,
telefonemas, cartas, telegramas e contatos pessoais, que eu não poderia deixar de compartilhar essas manifestações com os leitores do jornal Em
Cena. Citarei apenas alguns desses valiosos depoimentos, que poderão servir como exemplo do que
foi e do que continua sendo o Congresso. Certamente, eles falarão por mim.
SOBRE A HOSPITALIDADE, O CARINHO, O CLIMA
AFETIVO, O RECONHECIMENTO PELO INTENSO TRABALHO DA EQUIPE ORGANIZADORA
"Foi um grande prazer e honra estar com
todos vocês. Mais uma vez, os brasileiros mostraram a sua hospitalidade e competência.
Quero agradecer a você e a todos os que trabalharam na organização, o calor humano e
carinho com que fomos acolhidos. " (Roberto
Inocencio -presidente IAGP -Espanha)
"Queria parabenizar Sergio Perazzo,
Milene, Silvinha e todas as pessoas que se encarregaram da organização deste Congresso
tão complexo. Para mim estava quase tudo perfeito! Havia retroprojetor e eu não precisei implorar por um, não havia filas para a inscrição, nem diploma, os trabalhos começavam na
hora certa e na sala certa. Senti-me respeitada
enquanto profissional. " (Rosa Cukier -SOPSP -
São Paulo/SP -Brasil).
"Antes de partir para a Argentina, desejava
falar com vocês para dizer que o Congresso foi
maravilhoso e agradecer o trabalho que tiveram com a organização e o acolhimento tão carinhoso. "
(Guillermo Vilasêca -SAP- Argentina)
SOBRE VIVER A PROPOSTA DESTE CONGRESSO,
UNIDADES FUNCIONAIS CASADAS
" Neste Congresso, particularmente, penso
que galgamos um patamar a mais: a descoberta de uma nova possibilidade a ser explorada nos nossos eventos, que é a experiência
conjunta. A idéia das unidades funcionais compostas de pessoas que não têm tradição
de trabalhar juntas é, aparentemente, uma
heresia, se considerarmos a exigência que
cultivamos de que os parceiros tenham entre
si o melhor entrosamento possível. Isto depende de uma considerável experiência conjunta e de um paciente e responsável trabalho para superar divergências, construir confianças e limpar a relação. Juntar pessoas
que nem sequer se haviam visto alguma vez
na vida para trabalhar como unidade funcional requer uma enorme ousadia e uma
redefinição radical do diretor do Psicodrama
e sua equipe. Trata-se muito mais de um experimento, apresentação 'científica' de um método de trabalho, de um aprofundamento teórico ou do resultado de uma pesquisa. O Congresso passa, assim, a ter mais esse sentido
de pesquisa 'in loco', 'in status nascendi' ".
(Moysés Aguiar -Companhia do Teatro Espontâneo -São Paulo/SP -Brasil)
" Embora minhas experiências tenham sido
num antigo casamento, com Agenor; pude experimentar outros trabalhos com unidades funcionais novas, inusitadas. Compartilho com você
(Moysés) e com a Cida e com prováveis outras
pessoas. Só continuo sentida que essas experiências tenham se dado num espaço tão restrito.
Se não soubermos tirar disso propostas concretas de atuação para fora do próprio movimento
psicodramático, vamos ficar olhando nosso
próprio umbigo. Aqui em Campinas, por exemplo, vivemos momentos importantes de crise social, que afeta a todos: que tal fazermos casamentos de intervenção social ? "
(Raquel T. Lima
-Campinas/SP -Brasil)
"Também gostei muito do Congresso, principalmente da proposta de reafirmar a unidade funcional como um instrumento precioso em nossos trabalhos psicodramáticos, sejam práticos
ou teóricos -essa prática esquecida nas nossas
atividades diárias seja em consultórios ou fora
deles. Concordo com Cida (Davoli): 'tive que ser
mais generosa e flexível, além de permeável. ,
Não sei se deveria ter o caráter experimental que
o Moysés (Aguiar) coloca, mas sim um caráter de
sairmos para a vida e atuarmos mais dessa maneira, principalmente neste momento social que
vivemos, como lembra Raquel (T. Lima). Devemos também ter alguns cuidados. Participei de
trabalhos onde o excesso de pessoas na direção
trouxe poucos benefícios. Fico irritado quando
criam-se nomes na nossa área quando eles já
existem: vamos falar em unidade funcional, ' casamento' é outra coisa. Achei estranho a organização do Congresso propor Banco de Egos. Voltamos no tempo? Por que não Banco de Diretores ? Finalmente, gostei muito do Congresso, mas
coloquei estas questões para realmente haver um
debate. Parabéns aos organizadores e participantes. "
(Agenor Vieira de Moraes Neto -Campinas/SP -Brasil)
"Queridos amigos, como estão? Descansaram? Eu aproveitei este fim de semana para passar a limpo minhas anotações sobre o Congresso, que quero compartilhar com todos de nossa Escola. Tenho pensado muito. Também pensei sobre vocês, tem sido um prazer trabalhar com vocês, e agradeço muito o estímulo recebido. À Silvia, minha admiração, porque a organização foi excelente, nunca estive em um congresso com um funcionamento tão impecável. Para mim, um congresso como este é muito importante, porque Jayme e eu estamos muito isolados e um intercâmbio como este nos enriquece muito e ratifica o nosso trabalho. Escrevi para Mario Buchbinder contando-lhe como estava tudo e dizendo-lhe que, nessas ocasiões, me dou conta de que nós, muitas vezes, 'descubrimos la pólvora y después andamos como el Burgués gentilhombre, haciendo prosa sin saberlo '. Há algumas reflexões que eu gostaria de compartilhar com vocês. A hora cuando descansen y tengan tiempo, si quieren continuamos un diálogo más alivianado (expresión mexicana muy útil), sem pressões. "
(Maria Carmen Belo -Yuyo -Escuela
Mexicana -México).
" De volta do Congresso de Psicodrama de Águas de São Pedro, em São Paulo, me encontro
outra vez em frente a uma tela em branco. Gostaria de compartilhar muitas experiências com
vocês. Em primeiro lugal; a de ter participado com alguns colegas, de um 'casamento' muito produtivo entre multiplicadores de diferentes correntes. (...) Mais uma vez pude vivenciar o que escrevi no artigo sobre 'Transdisciplinación en Campo Grupal', o interessante processo pelo qual cada um busca produzir uma ação de uma determinada estética profissional, que é apropriada e deformada por outros, frente à qual os princípios que sustentam a própria disciplina se fazem débeis e duvidosos, gerando assim uma série de condutas frente ao estranho que buscam reafirmar a própria identidade ( comparações forçadas, negociação das diferenças) até que se possa aceitar o mal-estar e se dê lugar a uma nova produção sem forma clara, mas que capte a vitalidade do vivido. Fiquei com algumas questões que devem ainda ser respondidas: 1. O lugar da sensação e suas vinculações com a imaginação, já que a eutonia busca criar estados nos quais as pessoas vão diferenciando entre os dados sensoriais e aquilo que se crê ou se pensa que se sente. 2. A necessidade de repensar o conceito e as intervenções a partir de/sobre a espontaneidade, que algumas vezes parece uma espontaneidade programada, dirigida, controlada, com medo do 'acaso'; e, outras, uma espontaneidade mais 'espontânea'.
Se outros participaram desse encontro, talvez se
possa ter alguns intercâmbios para refletir via e-
mail o vivido. (...) PS: O encontro com os Psicodramatistas espanhóis Pablo Población, Elisa
Barberá, Antonio Espina Barrio, Tomas Herranz
e Roberto de 1nocencio Biangel, foi para Heman
e eu motivo de renovar emoções da nossa presença na Espanha e dos afetos que ali deixamos.
Estamos programando ir em setembro para encontrar os amigos e experimentar novos 'casamentos'. "
(trecho de comunicação da lista grupo-analysis
levado ao debate da FEBRAP por Karim -Susana
Kesselman -Argentina).
"O feedback recebido do nosso casamento deu
a sensação de missão cumprida. Apesar das diferenças individuais, havia algo maior que era o desejo de produzir junto. Isto ocorreu, não só no nosso casamento mas em todos os que assisti. Por isso,
concordo com Aguiar quando diz ter sido um
aprendizado indispensável para todos nós. "
(Laurice Levy -Delphos -Rio de Janeiro/RJ -Brasil)
"O II Congresso Ibero-Americano de Psicodrama superou as minhas expectativas. ocorreram trocas de energia, fontes de conhecimento e
interiorizações muito fortes de profundas reflexões e libertações. Foi um privilégio poder participar desse evento. "
(Amália Candido Stringhini -
Recepcionista de Sala -São Paulo/SP -Brasil)
"Eu estava lá apenas para filmar a atividade mas me envolvi e me emocionei tanto que não
pude deixar de dar meu depoimento como se
fosse um participante. Foi uma experiência inédita para mim. " (comentário de um camera-man
da TV Med -São Paulo/SP -Brasil)
SOBRE A PARTICIPAÇÃO DE UNIVERSITÁRIOS
"Obrigada, muito obrigada por ter aberto essa
porta para mim e para toda essa garotada. Obrigada por acreditar nos nossos sonhos e participar
deles. Obrigada por confiar em nós e nos oferecer
tantas alegrias e experiências. Obrigada por estar
do nosso lado e dar apoio em todos os momentos. "
(Carol- universitária -São Paulo/SP -Brasil)
" No primeiro dia eu falei: Nossa, como vocês
se emocionam! No segundo dia eu pensei: Nossa, como a gente se emociona! No terceiro: Nossa, como eu me emociono com esse Psicodrama! No Congresso, descobri que para ser uma
profissional em Psicologia vou precisar de muita, muita dedicação. Essa profissão é muito
maior do que eu pensava, precisa de muita preparação e muito trabalho pessoal. "
(Laura -universitária -São Paulo/SP -Brasil).
"Os colegas universitários que não vieram perderam muito. Vai ser difícil descrever para quem não veio o que vivemos aqui. É preciso que vocês nos ajudem a levar o Psicodrama para as universidades. E tem mais: este momento é um marco, o início do intercâmbio entre as
universidades. "
(Marcos Paulo -universitário -
São Paulo/SP -Brasil).
" Em algumas atividades fica difícil identificar até onde vai o Psicodrama, já que existem
outras coisas sendo apresentadas junto. É importante que vocês nos ajudem a saber sobre
isso. Talvez seja importante que as comissões
façam uma triagem a respeito. "
(Diego -universitário -São Paulo/SP -Brasil).
"Foi muito importante fazer a divulgação entre os universitários junto com uma equipe de amigos. Tivemos dificuldades, pois o preço é alto
para a maioria. Conseguimos algumas facilidades de pagamento oferecidas pelo tesoureiro do
Congresso, atendendo a nossos apelos. Conseguimos, também, alojamento gratuito oferecido pela
Prefeitura de Águas de São Pedro, que se tomou
um cantinho especial para o nosso descanso e
convivência. Ainda assim, muita gente interessada ficou de fora. Como não queríamos perder
nada, fizemos muito e ficamos exaustos. Chegamos à conclusão de que os congressos precisam
criar meios de facilitar a participação de universitários, pois foi e é uma experiência importante
para a nossa formação. Tivemos reuniões especiais no Ibero-Americano e eu sugiro que sejam programadas ainda mais atividades especiais para
os universitários em todos os outros congressos
de Psicodrama. Faço aqui um agradecimento especial à Silvia, ao Wolff e à Yvette, que nos acolheram, orientaram e esclareceram dúvidas. Tudo
foi tão intenso que até hoje sinto em mim, e vejo
nos meus colegas, ecoarem as emoções despertadas naquele final de semana tão diferente em nossas vidas. Inesquecível. Mais que recomendável! "
(Joana -universitária -coordenadora de divulgação
entre universitários -São Paulo/SP -Brasil)
Ah! Se eu tivesse mais espaço para publicar outras tantas mensagens e reflexões recebidas (de outros estados do Brasil e de outros países), eu o teria
feito com o maior orgulho. Faria mais: descreveria
cada filigrana das emoções que senti e das que sentiram meus colegas, grande equipe de organizadores
amigos deste Congresso histórico. Tanto trabalho valeu! Valeu pela satisfação de ter proporcionado encontros, reflexões, novos conhecimentos. Valeu por
ter oferecido suporte para novas tendências, estabelecido muitos contatos e "plantado sementes" para o
intercâmbio e o crescimento do Psicodrama. Obrigada, Sérgio, pela oportunidade, e obrigada a toda a equipe de grandes e leais amigos desse empreendimento.
Para finalizar, deixo vocês com uma última
mensagem. Na verdade, uma das que mais me
emocionaram.
"Acabamos de chegar do II Congresso Ibero-Americano de Psicodrama e, apesar da grande
viagem de mais de 24 horas, desde Aguas de São
Pedro (Brasil) a Valladolid (Espanha), não deixamos de admirar a perfeita organização do
Congresso. O maravilhoso quadro escolhido, a
comida tão boa e variada, a acolhida calorosa
do pessoal da Secretaria, o afeto que sentimos
por todas as pessoas, o trabalho intenso e exaustivo das oficinas, o programa variado do folclore ibero-americano e a grande quantidade de
atividades que seria muito extenso descrever: Foi
muito bonito vermos um sonho se tornar realidade, ou talvez seja melhor dizer um sonho se tornou realidade maravilhosa. Queremos felicitá-los pelo esforço em preparar e organizar o congresso, e 'conectar a muchos Psicodramatistas
alejados en el espacio en una unidad de acción
y tiempo que se prolongará en el futuro '. Nos
sentimos em casa, mais que hóspedes, amigos.
Por isso, esta carta de agradecimento, que não é
suficiente para destacar que o mínimo detalhe
estava previsto. Nossa mais cordial saudação e
desejamos um bom descanso, totalmente merecido depois da cansativa tarefa realizada. "
(José
Antonio Espina Barrio y Virginia V ázquez Arias -
FEAP/AEP- Valladolid -Espanha)
Silvia Petrilli
Coordenadora de Divulgação do
II Congresso Ibero-Americano de Psicodrama.
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I Encontro Brasileiro de Psicoterapias Grupais:
Semelhanças e Diferenças
O I Encontro Brasileiro de Psicoterapias Grupais, promovido pelo NESME (Núcleo de Estudos
em Saúde Mental e Psicanálise das Configurações Vinculares) e a FEBRAP, abordará o tema
" Semelhanças e Diferenças ", de 17 a 19 de setembro deste ano (1999), no Grande Hotel Campos do
Jordão. O Encontro tem como objetivo promover o intercâmbio entre o grande contingente de
profissionais que trabalham com grupos: terapêutico, familia1; de treinamento, de pesquisa, etc.
Na ocasião serão debatidos os diferentes referenciais teóricos, como: o Psicodrama, a
Psicanálise, a Teoria dos Vínculos, a Teoria Sistêmica, a Psicologia Analítica, as teorias
Neo-reichianas, a Gestalt-terapia e outros. Com certeza, esse Encontro irá enriquecer a todos,
dirimir dúvidas e aproximar os participantes como profissionais e como pessoas.
A Comissão Organizadora está formada por: Betty Svartman, José Fonseca, LuizAmadeu
Bragante, Marlene Magnabosco Marra, Oswaldo Politano Jl: e Waldemar José Femandes.
Informações e inscrições: (011) 263-3674 ou 3873-3467.
COM A PALAVRA A COMISSÃO ORGANIZADORA
Filho do desejo de todos nós que trabalhamos com grupos, é assim que nasce estel Encontro Brasileiro de Psicoterapias Grupais. Mas o desejo, somente, não justifica um nascimento. É preciso mais. É preciso envolvimento, planejamento, disponibilidade e curiosidade. Como é o outro ? Como é aquele que trabalha com o mesmo material que eu? O que é que ele faz quando os membros do grupo brigam ou namoram? Que metodologias, settings e saberes sustentam nossas práticas ? Que conhecimento estamos construindo em tomo dessas questões? O isolamento sempre faz nascer a dúvida, o medo e os fantasmas. A desinformação gera inimigos e desconfianças.
Juntar as diferentes linhas de trabalho de grupo
foi um desejo de Moreno, um dos criadores da Associação Internacional de Psicoterapia de Grupo (IAGP), e de Slavson, criador da Associação Americana de Psicoterapia de Grupo. Moreno e
Slavson, embora tenham percorrido caminhos semelhantes, distanciaram-se e criaram entre eles
abismos. O sonho tão almejado por eles está sendo
concretizado hoje no Brasil, onde vários profissionais de diversas correntes de psicoterapias e trabalhos grupais se reúnem num mesmo contexto e
mostram a sua produção.
Este nosso I Encontro nasce com o destino de ser
ponte. Uma ponte tem o dever de unir dois lados. É
maior nossa ambição, queremos juntar mais lados,
atar mais laços, envolver e misturar conceitos.
Confira a programação no quadro ao lado !
Comissão Organizadora do I Encontro de
Brasileiro de Psicoterapias Grupais
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Conheça a IAGP
Estimado colega.
Há alguns dias voltei de Águas de São Pedro, terra
maravilhosa e hospitaleira, onde participei do II congresso Ibero-Americano de Psicodrama.
Mais uma vez, tive a oportunidade de comprovar a
magnífica espontaneidade e a sólida capacidade de organização desta entidade, além da grande força potencial do
movimento de psicoterapia de grupo no Brasil. Junto com
os companheiros de Congresso, participei ativamente e
pude assinalar que tais qualidades devem estar presentes, e fortemente representadas, no plano internacional.
A Associação Internacional de Psicoterapia de Grupo, a IAGP, que tenho a honra de presidir, é o espaço
adequado para que o movimento psicoterapêutico ibero-americano adquira a relevância internacional que merece, e de fato possui, nos diferentes níveis nacionais.
Por isso, e porque pela primeira vez a entidade é presidida por alguém que, como eu, conhece nossa situação e é sensível a ela, peço merecer a honra de sua companhia, convocando-o a tornar-se membro da IAGP. Só assim obteremos a força institucional que proporcionará
à FEBRAP, e às entidades similares, o reconhecimento
internacional que merecem.
Espero contar com você entre os membros da IAGP. Sua
adesão representará um auxílio imprescindível na tarefa de
real internacionalização a que me propus, na minha gestão.
Agradeço a sua atenção e conto com o seu apoio.
R. de Inocencio
Presidente da IAGP
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