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Jornal Informativo da FEBRAP - Federação Brasileira de Psicodrama
Ano 14 - nº4 - Outubro/Novembro/Dezembro - 1997
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Outras Edições
Editorial
Estamos finalizando o primeiro ano de nossa gestão apresentando o quarto número do Em Cena com uma sensação de dever cumprido, devido á grande e intensa dedicação de todos.
Quando me propus a concorrer e assumir a Diretoria de Divulgação e Comunicação tinha bem claro a grandeza, a complexidade e as dificuldades a serem enfrentadas, mas graças a uma equipe voluntária, coesa, bem-intencionada e trabalhadora, essa tarefa se tornou agradável e prazerosa.
Cada projeto definido é estudado, gerado com o carinho e o amor de um primeiro filho que após seu nascimento é alimentado e mantido sob toda atenção.
Assim tem sido com o Em Cena, com a revista, com o site na internet, com nossos contatos internos e externos á Federação e todos os demais canais de veiculação da FEBRAP.
Neste momento, o projeto que está nascendo é a abertura do "DEBATE ELETRÔNICO"--- uma lista de discurção por correio eletrônico (e-mail) --- onde será possível, após inscrição no site da FEBRAP via Internet (www.graftex.com.br/febrap), mandar e receber mensagens dos mais variados pontos do Brasil. O objetivo é propiciar o debate acerca dos mais diversos temas de interesse teórico-prático relativos ás propostas psicodramáticas. Dessa forma, estaremos tecendo uma rede para debates que elevará as possibilidades de crescimento científico do psicodrama no Brasil. Venha participar, expresse suas idéias e enriqueça-as com as cotribuições dso seus colegas psicodramatistas.
Grupos de discussão vêm ocorrendo internacionalmente, possibilitando que os psicodramatista brasileiros participem de debates sobre psicoterapia de grupo, Psicodrama e Arterapia com profissionais do mundo todo (Grouptalk Forum Discussion/California/Weste Chester Universit). Se você se comunica bem em inglês e gostaria de entrar em nossa rede via internet para majordomo@albie.wcupa.edu
Neste quarto número do Em Cena confira, na coluna "Dito & Feito", nas palavras da presidente, um balanço do primeiro ano de gestão da atual Diretoria Execultiva da FEBRAP.
Índice
Como ter seu artigo publicado no Em Cena
para os profissionais menos
experientes em relação à "difícil" tarefa de escrever,
essa pode ser uma proposta
assustadora. Afinal, será necessário
encarar o medo e lançar-se na ousada
missão de preencher o branco do
papel; e a melhor forma de vencer
essa dificuldade é aprender fazendo.
Desta forma, com o objetivo de
incentivar os novos escritores,
o Em Cena está convidando os
psicodramatistas a se lançarem e
praticarem o exercício de escrever.
O fato de cada vez mais termos
novos artigos faz com que
aumentemos a qualidade científica
de nossa publicação. Outro fator de
grande importância é que suas idéias,
sua forma de pensar e trabalhar com
o psicodrama se tornará conhecida
por um grande número de leitores.
Assim, estamos abrindo este espaço
e recebendo artigos a serem
publicados nos próximos números do
jornal em 1998. Seu artigo deverá
ser inédito e ter, no máximo, duas
laudas datilografadas. Seu texto deve
ser enviado diretamente para a
DICOM via faz (021) 527-1933.
Índice
Nossas realizações em 1997
E com satisfação que entregamos a você
psicodramatista, o fruto de nosso trabalho.
Pautamos pelo equilíbrio entre buscar o
novo e reafirmar as mensagens de validade permanente, além de contestar posturas conformistas.
O currículo institucional da FEBRAP, construído por todos nós, aparece estampado na existência e na consolidação de cada uma das suas
40 federadas, sejam nos processos de regionalização, produção científica e nos nossos produtos, ou na valorização do trabalho prático e teórico de cada um de nós, na dimensão de todo o
trabalho conjunto. Enfim, é a administração do
interesse e motivação dos psicodramatistas que
gera o Movimento Psicodramático Brasileiro.
Pertencemos a uma história de 21 anos, contribuindo para o crescimento do psicodrama no Brasil. Enquanto Diretoria Executiva, estamos trabalhando, em primeiro lugar, para a consolidação das posições de crescimento tomadas nas gestões
anteriores, e na manutenção dos esforços já despendidos ou investidos. Portanto, além do projeto modemizador, a FEBRAP segue paralelamente promovendo suas tradicionais atividades.
Quando fazemos um relatório que pretende
ser uma amostra do que se fez em determinado
período, nos vem imediatamente a palavra "avaliação". Ser avaliado é algo difícil e às vezes
constrangedor, visto por um determinado ângulo. Se olharmos por outro lado, porém, vemos
toda a possibilidade de crescimento e de transformação de uma realidade. Complementação e
complementaridade. Temos, então, uma atualização ,e reorganização do processo.
E com este espírito que pretendemos falar um
pouco do que nós, enquanto Diretoria Executiva,
estamos realizando. Sempre a partir dos anseios
que nos chegam de todas as partes do país.
Estaremos nos confrontando com nossa proposta inicial, quando da nossa candidatura. Tínhamos a pretensão de formar uma equipe com um
perfil que correspondesse às exigências de tomar
a FEBRAP cada vez mais conhecida como uma
instituição com rigor ético. Correspondendo com
sua competência, responsabilidade e, acima de
tudo, com seu investimento e dedicação. Vivemos
há pouco o desligamento de um membro de nossa
equipe, Manoel Dias Reis, que por questões particulares precisou se retirar da Diretoria. Uma
grande perda que estamos busçando reparar.
Gostaríamos de apresentar nosso trabalho sem
dividí-lo pelas Diretorias, pois queremos um trabalho integrado, onde as partes se encontram no todo.
Então, falaremos de nossas propostas e apresentaremos os projetos que já estão em andamento. Estamos
trabalhando por projetos. Nossas ações seguem no
sentido de promover o Psicodrama em consonância
com as demandas e exigências da atualidade.
Marlene Magnabosco Marra
Presidente da FEBRAP
Índice
Fortalecer a imagem do psicodrama:
.Estamos levantando novos contatos junto às
federadas, reunindo um grande cadastro de empresas, bibliotecas e universidades, para divugar e abrir novas fronteiras para o psicodrama;
.Produzindo um folder institucional da
FEBRAP, onde as federadas possam ter sua estrutura mais fortalecida e repassá-la, garantindo
seus projetos e serviços;
.Lançando a Revista Brasileira de Psicodrama
em outras regiões -onde novos leitores estarão
nos visitando -e promovendo a sua distribuição
em livrarias de modo geral;
.Modernizando o Jornal Em Cena para atender
aos propósitos de uma maior divulgação, com
uma tiragem de 6.000 exemplares, e encaminhado-o a diversas instituições estrangeiras e demais
instituições;
.Criando o Indicador Profissional, com a finalidade de divulgar nossos nomes Brasil afora;
.Encaminhando o Projeto Cultural de abertura da
FEBRAP junto ao Ministério da Cultura, apoiado na Lei Rouanet e na Lei de Incentivo à Cultura,
para a implantação de atividades nas áreas de educação e saúde. Toda federada poderá participar
elaborando projetos. Estamos em fase de criação
de critérios, que serão divulgados;
.Mudando a sede da FEBRAP para melhor receber nossos clientes e realizar contatos e negociações no nosso local de trabalho;
.Efetivando o Projeto de indexação da Revista
Brasileira de Psicodrama;
.Promovendo o estudo e admissão de novos sócios;
Índice
Excelênica do Psicodramatista
.Incentivo ao término de monografia, com uma
assessoria científica;
.Projeto de legalização dos registros com o objetivo de reconhecer os certificados e titulações de nossos psicodramatistas que foram colaboradores na
implantação do psicodrama no Brasil e na fundação
da FEBRAP e que, até hoje, não têm suas situações
legalizadas junto à Câmara de Ensino e Ética;
.Organização e elaboração dos Encontros de
Professores, Supervisores e Coordenadores de
Ensino para reciclagem e atualização;
.Intercâmbio de cursos, currículos e informações entre federadas, a partir do Encontro;
.Discussão para ampliação dos Princípios Gerais para Formação do Psicodramatistas, junto à
Câmara de Ensino e Etica;
Índice
Agilização do intercâmbio:
.Criação do Boletim, com a finalidade de Comunicação direta e ágil entre a Diretoria Executiva e as Federadas;
.Criação da home page na internet e abertura
de e-mail, facilitando as comunicações de ordem
principalmente internacional;
.Grupos de discussão organizados via internet,
com várias organizações e pessoas interessadas
em conhecer nossos profissionais;
.Incorporação na mala direta de vários nomes
de organizações e pessoas tanto nacionais como
internacionais;
.Instrumentalização de nossa sede, juntamente
com a atualização e organização de arquivos.
Atualização da documentação da FEBRAP como
impostos de renda, agilizando e legitimando nossos contatos;
Índice
Planejamento estratégico:
.Participação e apoio científico da FEBRAP
para outras instituições na realização de atividades científicas;
.Organização do 5º Encontro de Professores e
Supervisores, e do IV Encontro de Coordenadores de Ensino;
.Realização de reunião da Regional Sudeste e
Diretoria Executiva. Planejamento de reuniões
com as demais regionais;
.Participação no Fórum de Debates da Regional São Paulo;
.Negociações para a realização dos Encontros
Regionais das demais regiões;
.Organização em andamento do 11º Congresso
Brasileiro de Psicodrama e do IV Encontro Latino-Americano de Psicodrama; Pré-Congresso
com Zerka Moreno, em Campos de Jordão, de 4
a 7 de novembro de 1998;
.Administração das comissões organizadoras
das atividades internacionais a serem realizadas
no Brasil em 1999: 11° Congresso Ibero-americano de Psicodrama, no 1° semestre, e 1° Seminário Integrado de Psicoterapia de Grupo junto a
IAGP, no segundo semestre.Em andamento, o planejamento da filmagem e
vendagem de vídeos do 11° Congresso Brasileiro
de Psicodrama e IV Encontro Latino-Americano;
.Organização das reuniões da Câmara de Ensino
e Ética e da Assembléia Geral e Extraordinária;
Índice
Profissionalização na captação de recursos:
.Projeto de Auxílio à Pesquisa -Fapesp para auxiliar nos custos da Revista Brasileira de psicodrama;
.Projeto de comercialização de vídeos de acervo da FEBRAP no Congresso;
.Autonomia da FEBRAP na questão do patrocínio FEBRAP-ÁGORA;
.Elaboração de book da FEBRAP e do Congresso para captação de patrocínios;
.Contatos oficiais com agências bancárias, laboratórios farmacêuticos, entre outros, para captação de patrocínios;
.Parcerias com agências de publicidade e estudantes de comunicação, na tentativa de captação
de patrocínios para a Revista Brasileira de Psicodrama, Jornal Em Cena e eventos científicos;
.Controle e manutenção de uma contabilidade:
.Ajustada e organizada aos nossos propósitos;
.Administração de serviços internos e de terceirização de outros especialistas mantendo o rigor
ético e orçamentário;
Nossa equipe tem se colocado como um veículo
de novas buscas. Queremos, mais que informar, proporcionar a possibilidade de continuidade na construção do movimento e da magnitude do psicodrama
no Brasil. Possibilitando ainda o desenvolvimento de
um espírito colporativo e de uma identidade grupal.
índice
Teatro vivo da cidadania e da empregabilidade:
Corre um boato: "o emprego vai acabar! ! "'. Rumor ou premonição? Na dúvida, resolvemos pesquisar. Com um novo foco,
começamos a olhar de perto notícias de revistas e jornais e constatamos uma profunda mudança acontecendo no mercado de trabalho.
"A vida num mundo sem emprego"; "Setor informal gera 90% das ,
vagas em SP"; "Empregos mais bem emunerados caem 12%; "Sobe
75% o número de autônomos em SP" -manchetes como essas são
corriqueiras nos meios de comunicação. Os economistas defendem teses com temas do tipo: "Terceiro setor, um futuro próximo". Reportagens de canais a cabo mostram a dificuldade de adaptação de trabalhadores à nova realidade do trabalho na França, Suíça, Inglaterra e Japão.
Está bem. Mudança existe, mas como será o mundo do trabalho daqui a alguns anos? A tecnologia engolirá empregos? A globalização representa um marco assim como foi a Revolução Industrial? Além do
trabalho em carteira assinada, serviço autônomo e terceirizado, podemos contar com outras alternativas? Estaremos, como cidadãos, preparados para enfrentar um desafio de tamanha proporção?
Psicodramatistas que somos, no entendimento do homem e do mundo, resolvemos encontrar a população. Nosso objetivo era, além de mobilizar a atenção para o tema, construirmos possíveis respostas.
Executivos e gerentes estão mais conscientes e contam como suporte da literatura especializada. Assim, nosso público alvo tem sido a grande massa da população: pessoas de classe média baixa, empregadas ou
desempregadas e com escolaridade variada, predominando o 1° grau incompleto.
Em nossos trabalhos, percebemos que conceitos como emprego, trabalho, globalização, terceirização, cooperativismo, profissional autônomo, entre outros, são pouco conhecidos do grande público, assim como
onde buscar informações sobre eles. A educação não satisfaz a ânsia de
ampliar conhecimentos e campo de trabalho. Há uma distância muito
grande entre o que se aprende nas escolas, formais ou não, e o que o
mercado de trabalho solicita.
Outro fato que nos chama a atenção é a dificuldade das pessoas em
reverem suas crenças. Sabem que o que foi recebido por herança cultural não mais satisfaz seus anseios, mas também não sabem como transformar seus valores e adaptar-se a essa nova realidade onde vivem.
Todas essas questões são discutidas no nosso Teatro Vivo. É gratificante ver como as pessoas saem diferentes, percebendo o mundo com
outros olhos. Reconhecem suas potencialidades e tornam-se cidadãos
responsáveis consigo, pois percebem que podem ser os agentes de mudança das suas próprias vidas. De alguma forma, sua rígida passividade
é quebrada e surge espaço para outras alternativas de entendimento desse mundo em mudança.
Em suma, acreditamos que a solução para a melhor adaptação dos
brasileiros a esse novo universo profissional é, em primeiro lugar, fazermos duplos e solilóquios para sairmos da Identidade Total Indiferenciada. Essa conscientização é necessária não só para a grande massa da
população mas também para as instituições educacionais, as empresas,
o governo, entre outros.
Só assim é possível chegarmos a um nível mais alto de diferenciação,
onde cada setor da sociedade se responsabilize e se comprometa com a sua
parte diante de um quadro bem maior e que envolve o nosso futuro enquanto país. Sem isso, é co1Ter sem sair do lugar, mudar para não mudar nada,
agitar para continuar igual. Contamos com vocês, psicodramatistas!
Ana Lúcia Coutinho (psicóloga e psicodramatista em formação)
Cleide Tapias Morales (psicóloga e psicodramatista em formação)
Edvaldo Faccin(administrador de empresas e psicodramatistas)
Índice
Conjugando o verbo aprender:
1. Como você explica o trabalho que
desenvolveu no Encontro de Professores - o "Reciclando a Ensinar
Psicodrama"?
Maria Alicia Romafia - É uma explicação difícil, porque quando recebi o convite, eu me perguntei: O que
eu posso ensinar? Na minha proposta educacional atual este é um verbo
que praticamente não existe mais.
Ensinar é alguma coisa muito elementar. É o já sabido, como falar ou
caminhar. Nada mais é do que uma
forma mecânica. Eu substituo o "ensinar" pelo "aprender".
Na verdade, essa programação
foi um processo para mim. Foi aí
que escolhi a mediação do texto de
Pavlovsky e pensei na possibilidade
de trabalhar com a "ressonância".
Não quis fazer uma multiplicação
dramática estritamente no seu sentido técnico.
2. O que vem a ser "multiplicação
dramática"?
MAR - É uma forma de se
posicionar perante o grupo, onde se
elimina a idéia de grupo como soma
de indivíduos. A "multiplicação" considera o grupo como um todo orgânico. A percepção vai atrás de linhas de
fuga de uma determinada energia, de
um determinado dado que apareceria horizontalmente no grupo.
Isso permite um trabalho com o
grupo de forma diferente. É multiplicação porque sempre terá uma
cena base, algum ponto de partida
que vai ser multiplicado a partir da
versão da subjetividade dos integrantes daquele grupo. As forças
grupais são potencializadas pela
multiplicação dramática.
3. Como você vê o ensino do psicodrama no Brasil?
MAR - Existe um contingente
muito grande de psicodramatistas.
Talvez seja o país com o maior número. Eu vejo o Brasil com muito
otimismo. Embora tenhamos pontos
que possivelmente poderiam ser reforçados, existe também um impulso muito grande para superá-los. Eu
sou otimista em relação ao movimento e ao ensino do psicodrama.
4. O psicodrama em si é uma metodologia diferencial?
MAR - Sim, ela é diferencial porque provoca a ação. Na ação, nós
sempre temos um compromisso, o
que não existe quando só se tem
compreensão
verbal, que é
apenas cognitiva. A ação é
uma divisória
de almas. Quando agimos vai
aparecer o possível, o impossível, o certo e o
errado; porém,
não como dogma, mas como
alguma coisa
decorrente do
próprio fato de
agir. Essa apren
dizagem é realmente insubstituível. É aprender pela ação,
pela vivência.
5. Você ve possibilidades de
experimentar-mos novos paradigmas dentro do ensino do psicodrama?
MAR - Sem dúvida. Em qualquer forma
de ensino que se
começa pelo abecedário pois é o mais fácil de se
adquirir. A partir daí, as coisas se
tomam mais complexas, mais sutis.
Na medida em que a gente vai aceitando o desafio de tomar compreensível aquilo que é subjetivo, precisamos de ferramentas novas, mais
apuradas e mais finas. Nós temos
que criar essa ferramenta, criar essa
conceituação e partir para aplicações que, por sua vez, nos darão outras perspectivas.
6. Que ferramentas poderíamos lançar mão para fazer esse trabalho ?
MAR - Temos a contribuição da
pesquisa do Capra, principalmente
no seu livro "Sabedoria Incomum".
O livro mostra como poderíamos
juntos pedaços do nosso saber a
outras disciplinas e a outro tipo de
conhecimento para compor as ferramentas que precisamos para uma
determinada pesquisa. Em resumo,
acho que temos que ampliar nossa
visão da ciência.
Se ficarmos ligados a uma visão
reducionista da ciência, nunca avançaremos. É preciso ir além do convencional.
Podemos nos
aprimorar através da prática
de meditação;
como também
em elação a
trabalhos da física quântica.
Podemos trabalhar com relação à idéia de
mente, como é
o caso de Gregori Batson,
que considera
que não é só ao
ser humano que
se pode atribuir
a idéia de mente. Para ele,
existem sistemas que pensam. Estamos
dentro de um
sistema "pensante" que é
cósmico.
7. Você esta para lançar algum livro neste período
MAR - Eu
estava trabalhando num livro, são 18
entrevistas que fiz com colegas em
1995. Eu queria trabalhá-las. É uma
tarefa laboriosa e demorada, porque
não tenho muito tempo para me dedicar a ela. Gostaria de fazer com
essas entrevistas um tecido numa
perspectiva dialógica. Talvez dê para
ser lançado para o próximo Congresso em 98, em Campos de Jordão.
Vamos ver.
Eu amo meus outros livros. O
primeiro, foi uma coletânea de primeiras experiências. E algo como
um primeiro filho. Depois veio a
"Contribuição Coletiva do Conhecimento Através do Psicodrama", que
foi uma contribuição para que os
psicólogos tivessem elementos para
entrarem num raciocínio mais pedagogico. E este último, " A Pedagogia do Drama", fala sobre isso que estamos conversando. Eu acredito
na mediação, no fluxo e no limite do
outro. São minhas referências pedagógicasmais marcantes: Vygotsky,
no que diz respeito à Teoria do Desenvolvimento, e Paulo Freire, no
que se refere à Ética e Respeito a
partir do que o outro mostra.
Vygotsky acrescenta o fator da mediação. As ferramentas que utilizo são morenianas. Eu acredito numa
didática psicodinâmica.
8. Qual o significado que você dá ao
termo pesquisa ?
MAR - Eu dou um sentido que
não é totalmente acadêmico. Acredito que sempre estamos atrás de alguma idéia. A isso chamo de pesquisa, e acho que é uma das forças
que nos mantém em movimento.
9. Qual a melhor didática para se
preparar melhor o professor de
psicodrama ?
MAR - Acho que a base para
isso é repensar o pensar. Não adianta entrar no novo com o pensar antigo, caduco. Se você não mantiver vivo o seu pensar, o novo não
adianta. A chave é repensar o pensar constantemente, mas claro que
quando falo "pensar" estou falando
de experiência, de vivência, estou
falando de sentir. Isso tudo integrado. E isso tudo é pensável.
10. Qual sua compreensão acerca do
tema do Encontro "Excelência no
Ensino do Psicodrama"?
MAR - Estou muito feliz. Essa é
uma experiência única, que só pode
ser feita com colegas e com professores. É maravilhoso. Excelência é
como o amor, a gente faz todo dia,
a cada hora, da melhor forma possível dentro dos elementos presentes.
Portanto, deve-se ter atenção para
não se ficar parado num determinado ponto por ser conhecido como
"excelência", e daí em diante não
fazer mais esforço. Isso seria lamentável. Existe um ditado que diz: o
maior fracasso é aquele que surge
da idéia de ser bem-sucedido.
Índice
Novos paradigmas no psicodrama:
Numa tentativa de compartilhar com meus
colegas. não só meus sentimentos, como
também algumas percepções, escrevo nesse espaço do jornal. Quero comentar, inicialmente, que o Encontro de Professores e Supervisores
aconteceu nmn clima de muita gratidão, durante
todos os dias. Sobretudo nos momentos finais,
com o teatro muitíssimo bem dirigido e atuado por
nossos colegas psicodramatistas.
Tantos trabalharam! Tantos apareceram no
palco como responsáveis pelo evento que não
vou citar nomes. Foram bastante aplaudidos e
cumpimallados pela platéia.
Confesso que sempre me surpreende os espaços em São Paulo serem tão apertados! Éramos
por volta de cento e cinqiienta psicodramatistas
de todas as regiões do Brasil, segundo a divisão da FEBRAP. Porém. com um clima de amizade e
gratidão. todo o trabalho tomou-se mais leve e possível apesar do espaço.
Falamos novamente em novos paradigmas. Foi
definido cientificamente, como Capra define: "Uma
mudança profunda no pensamento, percepção e valores. que formam determinada visão da realidade" .
Afirmou-se que o psicodrama é, por si mesmo, um
novo paradigma. Falou-se em visão holística. Nos
grupos de reflexões apareceram frustrações. A sensação foi a de que, nas nossas práticas, já
mudamos pensamentos, percepções e valores de
acordo com as exigências do novo paradigma, dificultando o processo de transformação. Tentamos
dar o primeiro pulo. Não sei se o demos, mas nossas práticas funIras poderão confirmar isso.
Faço essas reflexões porque entender como a
humanidade adquire ou transmite o conhecimento tem sido uma das tarefas dos psicopedagogos.
No esforço de alcançar esse objetivo, encontro
esclarecimentos em diversos autores, sejam eles
poetas. pintores. artistas, filósofos, cientistas e
teólogos, nos quais vejo elaborações teóricas do
que percebo na minha vida. principalmente em
minhas práticas profissionais.
Jean Piaget, em 1970, num encontro promovido
pela Organização da Comunidade Européia, nos
preveniu sobre uma época em que a interdisciplinaridade seria superada pela transdisciplinaridade.
Pierre Weill comenta as cinco fases da aquisição do conhecimento até os dias de hoje:
1a Fase: Predisciplinar. Nas civilizações primitivas, o conhecimento é transmitido através das dramatizações e rituais, principalmente antes e depois da caça, da pesca ou de outras atividades necessárias para garantir a sobrevivência.
Certas cerimônias religiosas, onde todos celebram a harmonia com a natureza, nos dão idéia
das características dessa fase. A expressão do
sagrado faz-se através da música, da tatuagem e
dos tótens, ou mesmo da dança e da poesia, favorecendo a aquisição do conhecimento através
de uma consciência em estado transpessoal.
2a Fase: Fase da fragmentação multi ou
pluridisciplinar. O paradigma newtoniano
cartesiano, que levou a uma visão mecanicista de
mundo e ao predomínio do racionalismo científico, é o responsável pela fragmentação do conhecimento em disciplinas cada vez mais numerosas.
3a Fase: Interdisciplinar .Esta fase caracteriza-se pela aparição cada vez mais frequente de
elos disciplinares. Como exemplo, o surgimento
da bioquímica, da neurolingtiística, da biofísica,
da psiconeurologia e da psicopedagogia. Surgem
novos conceitos e se afirmam como palavras mágicas desta fase interdisciplinar: rede, sistêmico,
metassistema, global, universal.
4a Fase: Transdisciplinaridade. Esta fase resulta do encontro de várias disciplinas em tomo de
um axioma comum. Por exemplo, em tomo do tema
"construtivismo", se reúnem profissionais de várias áreas e ele deixa de se referir a apenas alguns
modelos específicos do setting da aprendizagem e
passa a definir o nosso momento histórico.
5a Fase: Holística. Ela considera que a
transdisciplinaridade, utilizada de uma forma
unilateral, pode ficar numa posição racional, intelectual e mental. Aqui há um resgate da 1 a fase,
valorizando a aprendizagem através de uma aproximação sensório, sensível e racional do conhecimento, continuando, entretanto, com as conquistas feitas pela terceira e quarta fases.
Moreno falou em " Axiodrama" prevendo que no futuro, hoje alcançado, o psicodrama trabalharia com a transformação dos "Valores Humanos". Entre outros momentos, a história aponta a Reforma, o Renascimento, o lluminismo e, hoje, a meu ver, o "Construtivismo", que deixa de ser um
termo específico piagetiano para ser o nome desse momento do nosso processo histórico, onde as
relações, os valores, as idéias, as espostas antigas, devem ser repensadas e ressignificadas.
Saí do Encontro com a percepção de que nossos cursos de formação estão se transformando,
mas que ainda temos muitas escolas que, apesar
de apresentarem características da quinta fase, na
realidade, estão presas na segunda fase -da
aquisição do conhecimento. (Fragmentação multi
ou pluri-disciplinar).
Outro ponto a ser destacado é que, para a maioria das escolas, o desafio ainda é o de substituir
as inúmeras disciplinas (modelo acadêmico tradicional), por um enfoque nos "Valores Humanos"
ou nas necessidades do grupo. Nesse momento,
estarão aproximando-se mais da previsão de Moreno quanto a existência do " Axiodrama".
No nosso Congresso Nacional teremos novas oportunidades de nos encontrar e conferir como enfrentamos os nossos desafios na aquisição do conhecimento. Enquanto isso, sinto-me mais alimentada, mais informada sobre o nosso momento, nosso processo, nossas crenças e nossos valores.
Mais uma vez, obrigada.
Cely R. Wagner
(psicodramatista e profesora supervisora)
Índice
Compartilhando Experiências:
Queridos colegas, chegou a hora
de compartilhar. Fase de alívio, de sensações boas de
quem participou de um forte processo de construção e, acima de tudo,
momentos de muitas reflexões. Nossos Encontros aconteceram
num clima de colaboração e ânimo,
apesar de estarmos no fim do ano, o
que nos dinamiza continuamente. As
avaliações que nos chegavam eram por estarmos nos cuidando: nas colocações, nas buscas de reciclagens, nas
novas possibilidades de encontros e
entendimentos e nos nossos contatos
com o social. Nos intervalos, fomos alimentados, literalmente, com todo o
carinho, competência e presteza da
Herialde. Cafés tropicais, danças, co
reografias e jantares. Obrigada,
Herialde e Aldo.
Nossos corações foram acordados
e convidados a um ritmo emocionante, sensibilizador e energizador do
grupo de percussão os "Meninos do
Morubi. Eles fizeram, dentro do auditório do Sedes Sapientiae, ondas de vibração sonoras articuladas com
as nossas respirações alteradas e com
os nossos batimentos cardíacos descompassados pela emoção de estarmos sendo homenageados por aquelas pessoas há vinte e tantos anos da
favela de Paraisópolis. Colocaram
nas suas danças e na violência dos toques dos tambores, toda a sua mensagem: de protesto, de participação e de
alegria. Nosso silêncio, a música deles, nossas palmas. O silêncio deles,
nossas reflexões, as palmas deles. Ali vivemos, juntos, um processo.
A realidade é co-construída, é
multifacetada! Não há fechamento para o erro versus o acerto. A busca é
de novas e constantes alternativas para
a qualidade do viver, do pensar, do
sentir, do relacionar-se, do morrer, do
reciclar e do movimentar. Foi assim que a Dra. Rosa Macedo nos convidou
a pensar nos novos paradigmas da ciência e do ensino. Palavras que ecoaram, perpassaram e foram digeridas
durante aqueles três dias de Encontro: 20,21 e 22 de novembro deste 1997.
Qual o nosso papel enquanto educadores? A que viemos? Que matrizes de identidades de psicodramatistas constituímos? Yvette Datner nos
aqueceu para os encontros, articulando seu trabalho sociodramático à conferência da Dra. Rosa. Yvette nos permitiu arriscar os primeiros soli16quios dos encontros: reflexão, compromisso, responsabilidade, trabalho,
cansaço, mudança, reconhecimento,
abertura, preocupação...
Nossos representantes, professores-supervisores de psicodrama, do
gênero masculino, nos surpreenderam
agradavelmente ao nos brindarem
com um desfile de moda, comandado
pela ELEUSIS. Juntaram-se à graça
do desfile de moda da SAG, pela espontaneidade das alunas do Sedes e
da Revolução Creadora. A Dalka soube proporcionar-nos uma equipe de,
ao mesmo tempo, modelos, recepcionistas e assessoras em logística de
alto estilo. Parabéns Dalka! A você e
sua equipe! Como é importante o grupo que nos recepciona e cuida.
Fomos cuidados, além de recepcionados. A Leila Kim, entre vários momentos dos encontros, nos guiava ao
mundo interno do reconhecimento da
energia, para a busca do bem-estar e da
motivação para o encontro. Aprendemos a recuperar nossos "diamantes internos" para, depois, repartí-los. Que
momentos bonitos, Leila!
Nossas salas de aula, que redescobririam nossos brilhos lúdicos, nos
trouxeram, pelas mãos de Alicia
Romana e sua equipe, um caminho
para o ensino de "des-idiotização", buscando a genial idade criativa e
compromissada de todos nós. Cantamos, fizemos cenas, imagens e, profundamente, refletimos sobre como
ensinar a ensinar! Como conhecer o
conhecimento!
Tanto aquecimento e cuidado
pode trazer às regionais da FEBRAP
novas chances de encontros, nas brigas, nas disputas e nas co-construções. Norte-Nordeste, Sul, Sudeste,
Centro-oeste e São Paulo mostraram
suas potencialidades de trabalho nas
diferenças. construímos essas novas
respostas através das imagens, das
bandeiras, dos hinos e das esculturas
de excrementos nos sociodramas
te matizados da Cely Wagner e da
Rosa Lídia.
Fizemos supervisões. criamos campos de discussões e debatemos nas
mesas redonda a excelência no ensino do psicodnm1a da FEBRAP. Pedimos mais cuidados. preparações,
reciclagens e novas trocas. Experimentamos a possibilidade de maiores
tolerâncias, humildades e aberturas.
Saboreamos algnns frutos da maturidade do nosso psioodrama brasileiro!
O Fonseca protagonizou este amadorecimento na teorização que fez ao final. Temos nos encontrado há mais de
vinte anos. Temos construído um forte grupo. Que bom!
E veio o teatro. A direção da Camila, a surpresa dos talentos do Carlos Borba. do Ronaldo. do Fonseca e
dos outros colegas. Veio também o
espaço para compartílhar a dor das
perdas, a impotência frente à morte
buscada, à morte surpresa e à morte
finalização. A morte em suas várias
significações. Também o compartilhar da morte do fenômeno mais
presente na nossa fase de cíclo de
vida de idade madura. E o compartilhar das perdas, para os ganhos e para
as novas buscas. Que presente ter a
Anna Knobel dírigíndo a vívência do
teatro. Mãos firmes e Coração senbilizado. Obrigada Anna!
No fechamento, o agradecimento
à Diretocia da PEBRAP. à Comissão
Organizadora e um coro, sem ensaio.
de um muito obrigado! Estávamos
cansados e satisfeitos.
Eu, que desempenhei o papel de
coordenadora geral desses encontros,
quero falar da alegria e da gratidão
pelo trabalho com a Nina, a Adelaine
e a Márcia, na Comissão Cientifica.
Pelo grande
apoio da Cecília, da Heloíza. do Manoel, da Dalka
e do Carlos na Diretoria da FEBRAP.
Colegas do psicadrama. fomos realmente protagonistas. Desde os tambores dos Meninos do Morumbi até o
obrigado final.
Muito obrigada a todos!! Até o próximo!! Com muito carinho!!
Ana Zampieri
Índice

11º Congresso Brasileiro de psicodrama
4º Encontro Latino-Americano de psicodrama:
CAPíTULO 1
DA SEDE E OBJETIVOS:
ARTIGO 1°: O 11° Congresso Brasileiro
de Psicodrama e 4° Encontro Latino-Americano de Psicodrama são uma realização da FEBRAP, que tem como objetivo congregar os sicodramatistas, num
espaço para troca de experiências e conhecimentos científicos.
PARÁGRAFO ÚNICO: O 11° Congresso
Brasileiro de Psicodrama e 4° Encontro
Latino-Americano de Psicodrama serão
realizados em Campos de Jordão -SP
de 04 a 07 de Novembro de 1998.
ARTIGO 2°: São objetivos deste Congresso.
PARÁGRAFO 1°: Criar um espaço onde
todas as expressões do Movimento
Psicodramático Brasileiro e latino.Americano possam se concretizar .
PARAGRAFO 2°: Congregar todos os
Psicodramatistas Brasileiros e da América latina num clima afetivo e acolhedor que estimule o encontro e intercâmbio de idéias, experiências e vivências.
PARAGRAFO 3°: Incrementar e divulgar
o Psicodrama para todos os setores de
profissionais da Saúde, Educação, Comunidade, Empresas e Instituições.
PARAGRAFO 4°: Valorizar a qualidade
científica dos trabalhos a serem desenvolvidos e apresentados no 11° Congresso Brasileiro de Psicodrama e 4° Encontro latino-Americano de Psicodrama.
CAPíTULO 2
DO TEMA OFICIAL
ARTIGO 3°: O 11° Congresso Brasileiro
de Psicodrama e 4° Encontro latino-
Americano de psicodrama têm como
tema oficial: "ATUALIZANDO A CENA".
CAPíTULO 3
DO PÚBLICO PARTICIPANTE E DAS
INSCRICÕES:
ARTIGO'4°: O 11° Congresso Brasileiro
de Psicodrama e 4° Encontro latino-
Americano de psicodrama são abertos:
a) a todos os psicodramatistas e alunos
de entidades filiadas ou não à FEBRAP .
b) a profissionais e estudantes universitários de Psicologia, Medicina, Sociologia, Pedagogia, Serviço Social e de
outras áreas de Saúde e Educacão.
c) demais psicodramatistas e alúnos latino-americanos.
d) a outros profissionais avaliados pela
Comissão Organizadora que possam
contribuir para a consecução dos objetivos deste Congresso.
ARTIGO 5°: As inscrições para o 11°
Congresso Brasileiro de Psicodrama e
4° Encontro Latino-Americano de Psicodrama são individuais, efetivadas mediante o preenchimento da ficha oficial de
inscrição e acompanhadas de documentação fornecida pelas entidades para
comprovação da categoria e filiação do
congressista.
ARTIGO 6°: O pagamento deve ser efetuado de acordo com o plano escolhido
e nas respectivas datas, conforme a categoria do inscrito.
PARAGRAFO ÚNICO: Os participantes
devem se inscrever previamente até 30
de setembro de 1998. para as sequintes
atividades: CURSOS. SUPERVISOES E
VIVÊNCIAS. As inscrições prévias deverão acompanhar a inscrição no 11° CBP
e 4° ELAP e as vagas serão preenchidas
por ordem de chegada da inscrição. A
partir desta data. as inscrições só serão
feitas no Congresso. dependendo da disponibilidade de vagas.
ARTIGO 7°: As categorias de inscrição são:
a) Psicodramatistas federa dos e psicodramatistas estrangeiros da América
Latina;
b) Psicodramatistas não federadas;
c) Alunos de federadas;
d) Alunos de não federadas;
e) Outros profissionais;
f) Alunos universitários;
CAPíTULO 4
DA CDMISSÃO ORGANIZADORA
ARTIGO 8°: A Comissão Organizadora é escolhida e nomeada pela Oiretoria de Eventos Culturais da FEBRAP;
ARTIGO 9°: A Presidência da Comissão
Organizadora é de Competência do Diretor de Eventos Culturais da FEBRAP;
ARTIGO 10º: A Comissão Organizadora
é composta por: Presidência. Tesouraria.
Comissão Científica. Comissão de Oivulgação. Comissão de Logística. Comissão
Sócio-Cultural e Secretaria Executiva.
ARTIGO 11°: A presidência tem as seguintes atribuições:
a) presidir O evento desde a abertura até o encerramento do mesmo;
b) coordenar. agilizar e fiscalizar as demais comissões antes. durante e depois
de sua realização;
c) assinar com a tesouraria. quando necessário. os contratos financeiros;
d) assinar toda a correspondência do
Congresso junto com os coordenadores
das Comissões;
e) representar o Congresso junto aos meios de comunicação;
f) representar em juízo e fora dele. o
11° CBP e 4° ELAP;
g) coordenar. juntamente com a Diretoria de Divulgação e Comunicação da
FEBRAP. a publicação dos anais do Congresso;
PARÁGRAFO ÚNICO: O Presidente da
Comissão Organizadora encerrará suas
atividades e dissolverá as demais comissões após a entrega do relatório finalà Diretoria da FEBRAP;
ARTIGO 12°: A tesouraria tem as seguintes atribuições:
a) determinar juntamente com a Comissão Organizadora e a Secretaria Executiva as formas de inscrição e planos de pagamento;
b) sugerir o aproveitamento de espaços
no Congresso para arrecadação de fundos;
c) assinar com a Presidência da Comissão Organizadora. quando necessário, os contratos financeiros;
d! administrar os recursos financeiros;
e) elaborar. junto com a Secretaria Executiva. a previsão orçamentária e o balancete do 11ºCongresso e 4º Encontro.
ARTIGO 13º: A Coordenacão da Comissão Científica tem as seguintes atribuições:
a) escolher os demais membros da Comissão;
b) solicitar às federadas, um representante para facilitar os contatos com a
Comissão Científica;
c) elaborar o programa científico;
d) estabelecer normas e critérios para
a inscrição e apresentação de todos os
trabalhos científicos;
e) selecionar os trabalhos científicos de
acordo com as normas e critérios estabelecidos;
f) indicar os convidados para participação
nas atividades científicas e/ou avaliar e
aceitar as indicacões das federadas;
ARTIGO 14º: A coordenacão da Comissão de Divulgação tem as seguintes
atribuições:
a) escolher os demais membros da Comissão;
b) solicitar às federadas um representante para facilitar a comunicação e a
divulgação do Congresso;
c) divulgar o Congresso junto aos psicodramatistas estimulando sua participação;
d) divulgar o Congresso junto a profissionais e estudantes de Psicologia, Medicina, Pedagogia, Serviço Social e demais cursos das áreas de Saúde, Educação, Empresas e Instituições;
e) divulgar o congresso junto aos meios
de comunicacão, determinando meios e
tipos de comunicação;
f) divulgar o congresso no exterior junto a profissionais e estudantes ligados
ao psicodrama;
g) sugerir e/ou conseguir patrocínios e
apoio para o Congresso;
h) sugerir o aproveitamento de espaços
para a montagem de stands, pontos de
venda de artigos de interesse dos congressistas para arrecadação de fundos
e divulgação de material científico.
ARTIGO 15º: A coordenação da Comissão Logística tem por atribuições:
a) escolher os demais membros da Comissão;
b) cuidar, junto com a Secretaria Executiva, para que os congressistas tenham facilidade de acesso às salas de trabalho e
que estas disponham do material necessário para a execução das atividades;
c) cuidar do cumprimento dos horários
dos trabalhos;
d) cuidar, junto com a Secretaria Executiva, da distribuição das salas, plenárias, gravações das atividades, etc;
e) providenciar, junto com a Secretaria
Executiva, o material necessário para
as atividades científicas solicitado pelos congressistas à Comissão, observadas as disponibilidades do mercado.
ARTIGO 16º: A coordenação da comissão Sócio.Cultural tem por atribuições:
a) escolher os demais membros da Comissão;
b) programar e viabilizar as atividades
complementares para participantes e
acompanhantes;
c) viabilizar, junto àSecretaria Executiva, a realização de atividades de lazer,
d) sugerir e/ou conseguir patrocínios e
ARTIGO 17º: A Secretaria Executiva
tem por atribuições:
a) planejar com a Comissão Organizadora a viabilização técnica e financeira
b) efetivar as inscrições na forma do
capítulo III;
c) assessorar as Comissões na organização e realização do Congresso;
d) dar assessoria juntamente com a Tesouraria para arrecadar fundos através
de: exposição comercial (venda de
stand) e empresas patrocinadoras de
acordo com a Comissão Organizadora;
e) assessorar a Comissão de Oivulgação na confecção e envio de malas diretas, cartazes, contatos com profissionais e instituições especializadas para
o apoio e divulgação;
f) supervisionar diretamente todos os
serviços contratados, inclusive a reserva de hotéis;
g) emitir toda a correspondência do
Congresso;
h) receber e encaminhar à Comissão Científica as inscrições dos trabalhos;
i) preparar todo o material do Congressista: crachá, pasta, certificado, recibo, etc;
j) apoiar, juntamente com a Comissão
de Logística, os congressistas no queàs salas de trabalho e material necessário para as atividades;
l) cuidar, juntamente com a Comissãoística, do cumprimento dos horários dos trabalhos;
m) cuidar, juntamente com a Comissão de
Logística, do funcionamento das salas,ários e gravações das atividades;
n) preparar e cuidar do funcionamento
da secretaria Geral do Congresso.
CAPITULO 5
OAS ATIVIOAOES CIENTífiCAS
ARTIGO 18º: O Congresso foi organizado
com o pensamento de privilegiar a fORMAÇAO, e, consequentemente a conclusão do curso até a obtenção formal do tio
tulo de PSICOORAMATISTA. Desejamos
assim, contemplar os aspectos teóricos
do psicodrama bem como aqueles que se
esmeraram em cumprir todos os quesitos
exigidos para a sua formação.
ARTIGO 19º: Os trabalhos a serem
apresentados devem ser desenvolvidos
de acordo com o tema do Congresso:
" A TUALIZANOO ACENA ".
ARTIGO 20º: Todas as atividades do Congresso têm o seu horário estipulado para
início e término, devendo o mesmo ser rigorosamente cumprido pelos responsáveis e coordenadores das atividades. O rigoroso cumprimento do horário é imprescindível para o bom andamento das ativi
dades e da organização do Congresso.
ARTIGO 21º: A inscrição em qualquer
modalidade de trabalho, bem como a sua
apresentação, deve obedecer as normas
estipuladas pela Comissão Científica.
ARTIGO 22º: A apresentação, direção
e coordenação das atividades Científicas são exclusividade dos psicodramatistas e profissionais em formação psicodramáticas, sendo obrigatória a inscrição no Congresso.
PARÁGRAFO 1: Os demais profissionais
não psicodramatistas poderão inscreverse nas atividades como participantes.
PARÁGRAFO 2: É facultado à Comissão
Científica o convite de profissionais
não psicodramatistas, reconhecidos na
Comunidade Científica, para dirigir ou
coordenar atividades.
ARTIGO 23°: Em relação ao critério de
coordenacão/direcão, as atividades científicas estão divididas em dois grupos:
a) Atividades às quais o psicodramatista se inscreve para dirigir/coordenar as
propostas da Comissão Científica:
-Escritos psicodramáticos;
-Supervisões;
-Cursos;
-Vivências;
-Psicodramatizando com ...
-Aulas
b) Atividades às quais o psicodramatista é convidado pela Comissão Científica para dirigir ou coordenar:
-Métodos Sociáticos (sociodrama,
psicodrama público, axiodrama, psicoterapia de grupo e outros);
-Temas em Oebate;
-Oficinas de Criatividade;
-Curtas em Debate
PARÁGRAFO ÚNICO: Os profissionais
convidados ou inscritos para dirigir f coordenar atividades devem confirmar sua
presença até 31 de janeiro de 1998.
ARTIGO 24°: As atividades, com suas
respectivas normas para inscrição, seleção, apresentação e funcion~mento são:
1- ESCRITOS PSICODRAMATICOS
1.1 -Producão intelectual relacionada
à temática do 11° Congresso Brasileiro
de Psicodrama e 4° Encontro Latino-
Americano de Psicodrama, com a reconhecida contribuição teórica, prática ou
metodológica para a ciência
psicodramática, apresentada sob a forma de debate;
1.2 -Todos os trabalhos inscritos para
esta atividade estarão participando do
Concurso "Prêmio FEBRAP de Melhor
Escrito Psicodramático", desde que
haja opção expressa do autor.
1.3- O texto deve conter, no mínimo 3 e
no máximo 20 laudas, ser digitado no programa Word ou outro editor de texto. Utilizar a fonte Times (tipo de letral, corpo
11 Itamanho de letra), entrelinha automática, observando o número exato de 30
linhas por página e 70 toques por linha.
Se datilografado, manter a correspondência com estas instruções, ou seja, guardar tamanho e forma equivalentes. Deve
conter, ainda, bibliografia, citações e referências, de acordo com as normas de
redacão de trabalhos científicos.
1.4 : A inscrição do trabalho deverá ser
feita mediante a remessa para a SECRETARIA EXECUTIVA DO 11° CBP e
4° ELAP, de três vias do texto e disquete, identificado somente pelo TÌTULO e -
pelo PSEUDÔNIMO do autor, até 30 de
abril de 1998, em correspondência lacrada e específica, o autor colocará
sua identificação: nome completo, títu10 do trabalho, pseudônimo, entidade a
que pertence, titulação no Psicodrama
(psicodramatista, professor
supervisor, terapeuta de aluno), local
onde trabalha, endereço e telefone pessoal elou profissional.
PARÁGRAFO ÚNICO: Está vedada a
participação no concurso aos trabalhos
que tiverem seus autores identificados
e aos que não estiverem de acordo com
o regulamento do concurso.
1.5- O texto será apresentado pelo autor em 30 minutos, seguido de um debate com o público estimulado pelo Coordenador durante 60 minutos;
1.6 -0 Coordenador deverá ter lido previamente o texto, organizando, a partir
daí, os pontos a serem levantados para
debate com o público.
2-CURSOS
2.1 -São as atividades de cunho teórico, destinadas a transmitir, desenvolver
e aperfeiçoar a ciência do psicodrama;
2.2- A proposta de Curso deve ser
explicitada através de um programa
com conteúdo especificado, objetivos,
metodologia, bibliografia e a população à qual se destina.
2.3- Os cursos terão a duracão de três
dias, com carga horária diária de uma
hora e trinta minutos;
2.4 -O professor para inscrever-se deverá:
-enviar à Secretaria Executiva do Congresso até dia 30/04/98: a proposta de
trabalho com o comprovante de sua inscrição;
-enviar ficha de inscrição de atividade
com o aval da Entidade e um mini-currículo do autor.
3 -SUPERVISÃO
3.1 -Atividade de caráter teórico-prático, onde serão apresentadas situações
para serem discutidas, aprofundadas e
elucidadas teoricamente, abordando-se
e manejando.se os aspectos práticos;
3.2 -A atividade será realizada em um
dia com duração de duas horas.
3.3 -O supervisor para inscrever-se
deverá:
.apresentar mini-currículo;
.indicar o número mínimo e máximo de
participantes;
-indicar o material a ser utilizado na supervisão.
3.4- A proposta de supervisão deverá
ser encaminhada à Secretaria Executiva até o dia 30/04/98, com o aval da
Entidade no verso da ficha de inscricão.
4 -VIVÊNCIAS .
4.1 -Atividades de caráter prático,
dirigidas ao "experienciar" e "compartilhar" dos participantes, objetivando o
seu crescimento pessoal e profissional.
4.2 -A atividade será realizada em um
dia com duracão de duas horas.
4.3 -0 diretor para inscrever-se deverá:
-enviar seu mini-currículo;
-indicar a população a que se destina e
o número mínimo e máximo de participantes;
-enviar a ficha de inscrição de atividade à Secretaria Executiva até o dia 30/04/98, com um resumo da proposta e
aval da Entidade.
5 -PSICODRAMIZANDO COM 5.1 -Atividade de caráter teórico/prático com os objetivos de expor metodologia de trabalho com clientela específica e estimular o debate e a troca de
experiências.
5.2 -Duração: uma hora e trinta minutos.
5.3 .A inscrição é livre para psicodramatistas formados e em formação que
deverá:
-enviar ficha de inscrição da atividade
até 30/04/98, com resumo do trabalho
e aval da Entidade;
-enviar seu mini-currículo.
6- TEMAS EM DEBATE
6.1 -São atividades nas quais determinados temas previamente definidos
pela Comissão Científica serão amplamente discutidos pela platéia, dois
debatedores e um "âncora".
6.2 -0 "âncora" tem como função articular a participação dos debatedores e
da platéia, instigando, questionando,
facilitando, etc.
6.3. Os debatedores têm como função
apresentar considerações inicias sobre
o tema proposto.
6.4 -Os debatedores deverão enviar
seu texto à Comissão Científica até o
dia 30/04/98.
6.5 -Duração prevista: 2 horas.
7- CURTAS EM DEBATE
7.1 -A tividade reflexiva sobre temas
apresentados através de filmes de curta metragem seguidos de leitura psicodramática e debate.
7.2- Duração: duas horas
7.3 -O coordenador deverá ser um psicodramatista formado, convidado pela
Comissão Científica.
7.4 -Ao coordenador cabe organizar a
atividade.
8-POSTERS
8.1 -Resumo gráfico 1 visual de trabalho desenvolvido ou em desenvolvimento a ser apresentado em espaço pré-estabelecido (quadros murais).
8.2 -A exposição de cada autor terá a
duração de um dia:
-deve conter uma introdução. objetivos,
metodologia. os resultados e conclusão.
-o material afixado no quadro-murãl deverá ser perceptível a uma distância de
um metro e meio. com letras grandes
frases curtas.
8.3 -A Comissão Organizadora estabelecerá horários para que os autores dos
Posters estejam disponíveis para esclarecer ao público sobre o seu trabalho.
8.4 -O autor deverá:
-enviar a ficha de inscrição de atividade
com um resumo da proposta do Poster à
Secretaria Executiva até o dia 30/04/98.
9- OFICINAS DE CRIATIVIDADE
9.1 -Atividades de natureza práticovivencial. com o objetivo de facilitar o
desenvolvimento pessoal e possibilitar
múltiplas criações.
9.2- Duração: duas horas
9.3. Deverão ser coordenadas por psicodramatistas formados ou em formação.
9.4 -O coordenador será convidado pela
Comissão Científica. cabendo a ele organizar a atividade.
10-AUlAS
10.1 -Atividades de cunho teórico destinada a transmitir conteúdo sobre atividade psicodramática específica.
10.2 -A proposta da aula deve ser encaminhada à Comissão Científica contendo o tema e o resumo do conteúdo a
ser abordado, até 30/04/98.
10.3 -Quração: duas horas.
11 -METODOS SOCIATRICOS
11.1 -Atividades sócio-psicodramáticas dirigidas às temáticas grupais.
11.2- Duração: 2 horas
11.3- 0 coordenador será convidado
pela Comissão Científica, cabendo a
ela, organizar a atividade.
12 -ATIVIDADES COMPlEMENT ARES
12.1 .São atividades teóricas ou práticas de Psicodrama, não incluídas na
programação oficial, surgidas durante o
Congresso.
12.2 -Estas atividades ocorrerão na dependência de disponibilidade de salas.
12.3 -As inscricões serão feitas na Secretaria do Congresso, respeitada a ordem de Inscrição para apresentação,
aprovadas pela Comissão Científica.
ARTIGO 25°: Em função do planejamento, organização e bom andamento dos
trabalhos do Congresso, o não cumprimento das exigências e prazos de inscrição das atividades científicas implicará na eliminação dos mesmos, da programação oficial do congresso.
ARTIGO 26°: Todas as propostas para
apresentação e direção de atividades
científicas {Escritos Psicodramáticos,
Cursos, Vivências, etc), deverão ser encaminhados à Secretaria Executiva
acompanhada de:
a) ficha de inscrição no Congresso;
b) ficha de inscrição para atividade científica;
c) texto (conforme solicitado) com três
cópias e disquete até a data 30/04/98;
d) aval da entidade;
ARTIGO 27º: O processo de seleção das
atividades a serem realizadas se baseará em: preenchimento dos critérios de
um trabalho científico, preenchimento
dos pré-requisitos constantes deste regulamento interno. número e tamanho
das salas disponíveis em cada horário.
qualidade. originalidade. conteúdo
referenciado à temática do congresso.
13 -CONCURSO "PRÊMIO FEBRAP DE
MELHOR ESCRITO PSICODRAMÁTICO"
13.1 -Concorrerão ao "PRÊMIO FEBRAP
DE MELHOR ESCRITO PSICODRAMÁTICO" todos os trabalhos inscritos para a
atividade Escritos Psicodramáticos no 11°
CBP e 4° ELAP que estejam de acordo
com o Regulamento constante do Edital
nO1197. divulgado no jornal "EM CENA".
CAPíTULO 6
DAS DISPOSICÕES FINAIS
ARTIGO 28°: A 'Comissão Organizadora
do 11° Congresso Latino-Americano de
Psicodrama e 4° Encontro Latino.Americano de Psicodrama não tem qualquer
responsabilidade financeira com os congressistas que participarão das atividades do congresso.
ARTIGO 29°: As despesas financeiras
de inscrição. locomoção e hospedagem
serão de exclusiva responsabilidade de
cada congressista. quer brasileiro ou
estrangeiro. não cabendo à Comissão
Organizadora do 11° Congresso Brasileiro de Psicodrama e 4° Encontro Latino-Americano de Psicodrama nem à
FEBRAP qualquer ônus.
ARTIGO 30º: Os casos omissos e situações não previstas neste regimento deverão ser resolvidos pela Comissão Organizadora do 11° Congresso Brasileiro
de Psicodrama e 4° Encontro Latino-
Americano de Psicodrama.
ARTIGO 31°: O presente Regimento Interno se aplica exclusivamente ao 11°
Congresso Brasileiro de Psicodrama e
4° Encontro Latino-Americano de
Psicodrama.
Marlene Magnabosco Marra
Presidente da FEBRAP
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